Sejamos ativos e confiantes.
Tendo como referência os valores que oficialmente nos são dados a conhecer, entre nós, o problema da Covid-19 vem sendo satisfatoriamente controlado, o que nos permite algum descanso e até orgulho, se nos compararmos, particularmente, com outros países europeus, aparentemente com sistemas de saúde bem mais robustos. Contudo, é ainda muito cedo para manifestações de relaxamento da nossa parte. A ciência é bem clara sobre a sua dúvida em lidar com o vírus e no apelo ao uso de meios e práticas que evitem a sua propagação. Vamos ter que manter a vigilância e os comportamentos de isolamento social, que tantos custos acarretam para as pessoas e para a economia.

Localmente, também não nos distanciamos do resto do país. O confinamento tem sido respeitado, sem dramas de maior, atendendo também a uma menor densidade populacional, contrariamente às grandes cidades, onde o isolamento se torna mais penoso. Por outro lado, como foi dado a conhecer na nossa última edição pelo presidente do Conselho Sub-Regional de Viana do Castelo da Ordem dos Médicos, “os profissionais de saúde, que têm alta diferenciação profissional, responderam com grande motivação, pro-atividade e espírito de missão”, facto que deve merecer da parte deste jornal, mais uma vez, os melhores elogios e sentida gratidão.

Resta-nos a atividade económica, o maior problema a seguir à epidemia e à defesa de vidas. O comércio local e a restauração, já de si frágeis, enfrentam uma situação que se pode considerar aflitiva. Contrariamente, a indústria e os serviços, julga-se, estão a resistir melhor. Mas é evidente que todos sofrem, quer as atividades geradoras de riqueza, quer as populações.

Espera-se que saibamos aproveitar bem os meios financeiros que o Estado vai disponibilizar para o relançamento económico do país e que a nossa região seja assertiva nas medidas a adotar. Sejamos ativos e confiantes, como sempre temos sido em tempos de crise.