Vai, naturalmente, para todos quantos nos visitam nestes dias da Romaria da Senhora d’Agonia. É uma saudação, mas, também, uma satisfação por vermos nossa Terra cheia de forasteiros num rodopio de querer festejar e participar na grande Romaria das romarias. Mesmo para aqueles que nos visitam pela primeira vez, num já salutar cumprimento de uma doce promessa de vida e ficarem rendidos à beleza deste caleidoscópio de cores, sons e alegria para repetirem sempre que possível. Assim acontece aos saudosos emigrantes, sequiosos dos ares e sabores da sua Terra, ao marcarem sua especial presença que os diferencia de todos os outros pela alegria espelhada no rosto.

São dias de grandes festividades, em que na beleza multicolor dos trajes ressalta o contraste que o ourar empresta à “chieira” de que as mordomas se apossam, cuja inigualável beleza se reflecte no – “… havemos de ir a Viana”…, cumprindo-se assim a desafiante promessa expressa no poema de Pedro Homem de Mello, cantado por Amália.

Os festejos abrem tradicionalmente na sexta, 16, pelas 16 horas, com o Desfile da Mordomia; depois dos cumprimentos à Edilidade, desfilam Avenida abaixo ao som das Bandas de Música, dando vida à Romaria pelas artérias da cidade e nos coretos, conjuntamente com os grupos de Zés P’reiras, com seus bombos e gaitas galegas, e que habitualmente têm lugar às 12 horas nas já consagradas “Revistas na Praça da República”; e, após jantar, todas as noites, descem Avenida abaixo desde a Estação da CP, no “Desfile de Grupos de Bombos e Cabeçudos”.

Toda esta repetida rotina faz o mote das Festas, em que pelo romper da manhã o “Circuito do Feirão” se espalhará por “vários locais da cidade” e, à noite, junto ao Castelo Santiago da Barra os “Arraiais de Dj’s” – criam ambos uma nova singularidade da Romaria.

À noite, os fogos de artifício (recordando os fogueteiros, Silva & Filhos e os Castros, de há mais de uma centena de anos) constituem outro ponto comum destas festas que encerram, a partir da meia-noite, com chave d’ouro cada dia da Romaria.

Do programa da Romaria, temos desde logo, a abrir, o já citado Desfile da Mordomia, no dia 16, às 16h. No dia 17, às16h, o Cortejo Histórico Etnográfico e, às 22h, o Festival Folclórico. No dia 18, a Procissão Solene às 16h30; a Festa do Traje, no Centro Cultural, às 22h e a Serenata, às 24h. No dia 19, o Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio, às 15h; os Tapetes Floridos, das 22h, do dia 19, às 09h do dia 20; seguindo-se às14h30 a Procissão ao Mar; às 22h o Espectáculo musical com “Augusto Canário e Amigos”, com fogo de artificio, às 24h.

Faltou a tauromaquia. Certamente, desta vez por causa da greve dos camionistas, ou será dos touros que se recusaram a viajar naquelas condições incómodas para, ainda por cima, serem toureados?!…

A capa deste número especial é uma homenagem às iluminações citadinas. Salienta, naturalmente a da Avenida dos Combatentes, pelos seus recortes, variedade de luzes e cores, apoiada na nova tecnologia LED que lhe oferecem especial relevância.
Felicitações a A. J. R. P. C. .