É neste lugar-comum que enquadramos as Festas da Senhora d’Agonia, numa panorâmica de continuidade regional cada vez mais concorrida e apreciada pela sua forte tradição e genuína
riqueza etnográfica.

Assim sendo, a “Romaria das romarias” continua a arrastar consigo, desde há, certamente, umas duas centenas de anos
em que praticamente foi baptizada pelo culto, cada vez mais forasteiros.

Tendo pelo menos na origem esse culto de religiosidade, a
componente pagã da festa serve de apelativo aos que buscam nesta dualidade a diversão popular. Não se sentindo desafiada na
intimidade por qualquer concorrência dos inúmeros concertos que
por esta altura abundam pelas redondezas, como os casos de Paredes de Coura e Vilar de Mouros.

O seu trajecto vem, de há mais de 100 anos, sendo acompanhado por nós e outros articulistas na revista “A Falar de Viana”. Sendo certo, porém, essas memórias mostram a invariância ou monotonia dos programas das festas de outrora até, praticamente, ao presente, onde se deixou cair as touradas, mas se veio a ganhar com a Festa do Traje, a Procissão ao Mar e os vários cortejos temáticos, bastante atraentes.

Isto para lembrar que sem arriscar demasiado vale a pena tentar inovar e desta forma apelativa de o fazer, lembrou-nos a fanfarra
“De Laartste Drop”, oriunda do norte de França fronteira à Bélgica, cuja presença e actuação mereceu a nossa simpatia.

Sugerindo-nos que convites desta natureza e participação, podem
marcar uma singularidade na eventual monotonia programática das festas.