Já abriu o ano letivo de 2020-2021. Seria um ato normal, como vem sendo, desde que eu entrei para a minha que- rida “escola primária”, no meu tempo de aluno do Colégio do Minho, em Viana do Castelo.

Como sou professor, muito me tem preocupado a abertura deste novo ano letivo, nesta época trágica da pandemia Coronavírus, com as condições muito más de falta de pessoal auxiliar, de alguns professores e de algumas, (muitas), escolas que não tem as mínimas condições para funcionar corretamente. exemplo disso são já duas escolas, entre elas, a de Sernancelhe, que já fecharam logo na primeira semana de sua abertura.

A maioria dos alunos do secundário, já têm a mínima consciência do perigo de contágio, sabem (ou deviam saber) das regras do distanciamento social, do desinfetar as mãos várias vezes ao dia, do uso da máscara, e dos novos horários dos intervalos e das cantinas, mas, e os mais novinhos? esses, na sua santa inocência, como vão resistir a dar um abraço a um amigo que não vêm há não sei quantos meses?

Como vão resistir de se encontrarem com a sua “namoradinha”? de jogar à bola, de seguirem as setas que estão marcadas no chão para as levarem para as aulas, para as casas de banho ou para a reprografia? Conheço escolas (por exemplo a minha) em que as cantinas não ficam no edifício em que têm aulas (por causa das obras que se estão a realizar), em que os balneários não têm todas as condições, onde os transportes para as suas casas, sobretudo nas aldeias, é complicado, etc, etc, etc.

Sinceramente tenho muito receio. Vejo os telejornais que nos mostram um mundo em que a pandemia está a crescer de uma maneira assustadora, vejo que tão cedo não teremos a sonhada vacina, em que vejo muitos “ajuntamentos”, nos cafés, nas praias e um pouco por todo o lado. Isso assusta-me!

Como professor que sou, bem sei o quanto é importante os alunos terem as aulas “presenciais”, é certo mas, com a nossa tendência para o facilitismo, tenho receio. Penso que as aulas ditas “virtuais”, por exemplo via “zoom”, ou outra via, mostraram a sua eficácia, no ano letivo anterior, devemos ponderar nisto, não esquecendo as presenciais, mas com todos os cuidados, sempre. deus queira que tudo corra bem, para bem das escolas, de quem lá trabalha, das famílias e, sobretudo dos alunos. Que assim seja!