Refiro-me, prezado Leitor, a esta frase proverbial: “as palavras sinceras podem não ser agradáveis e as palavras agradáveis podem não ser sinceras”.

Em jogo, portanto, a agradabilidade e sinceridade das palavras, respectivamente, do Receptor e do Emissor…

O Emissor deverá ser sempre sincero naquilo que diz!? Talvez não; recorre-se tanta vez à metáfora, à ironia, às meias-palavras, à restrição mental, às reticências…

E, se falarmos de “agradabilidade” do Receptor, será que o Emissor deverá apenas falar, dizer, aquilo que agrada ao Ouvinte ou Leitor!? Talvez não; há Remédios de que o Doente não deve prescindir, sejam eles doces ou amargos, agradáveis ou desagradáveis… Há coisas doces e agradáveis que matam — que o digam os Toxicómanos e outros…! Há curativos que fazem doer…! Se for possível atenuar o sofrimento de quem se sujeita a coisas desagradáveis, anestesie-se, local ou parcialmente…! Se houver vantagem no recurso a meios mais suaves de terapêuticas, vamos a eles…!

No que concerne ao uso de palavras, os eufemismos linguísticos também são normais na suavidade lexical…!

Comunicar pode fazer-se de várias formas…
Queres ouvir outro adágio popular, rico de conteúdo? Escuta: “Eu penso tudo o que digo, mas não digo tudo o que penso”…
Antes de falar ou escrever, eu penso no que vai sair da minha boca ou pena… Mas não sou obrigado a escancarar as portas do que me vai no íntimo… Legítimo, sempre que me assista o direito a certas reservas…

Aduladores e Lisonjeiros manhosos — fora com eles…!
E pronto, amigo Leitor! Aqui deixo algumas liçõezinhas extraídas de certos ditos populares. Pensei um pouco e tentei contribuir para que os Leitores possam também pensar com proveito, ao menos com a ginástica mental…! Fiz bem? Fiz mal? É o meu estilo e talvez haja quem goste…!