Anuncia o presidente da Câmara que a apreciação da “providência cautelar” teve despacho favorável à VianaPolis. (pg.2)

O tribunal decide. Só falta o carrasco para executar. Assim é fácil. É só esperar que os proprietários das fracções no Edifício Coutinho se rendam e aprontem as malas de roupas e mobília, dando o prédio por devoluto…

Porém, há outros valores em jogo que não têm sido devidamente apreciados, a nosso ver e desde sempre, em juízo.

  1. A figura de “utilidade pública”, na qual assenta o motivo de expropriação, vem declarada no D R, cerca de 10 anos passados sobre a construção legal do Edifico Coutinho;
  2. Para o efeito, alega-se como de “utilidade pública”, a construção do “Mercado Municipal” no sítio do E. Coutinho – talvez mais um centro comercial que um “mercado das couves”;
  3. Todos se recordam da existência de um moderno mercado a cerca de 60 metros do Coutinho. Aí a autocracia do presidente Defensor mandou deitar abaixo e nele edificou moradias onde veio a alojar parte dos moradores do Coutinho!… (ver foto da 1ª página)

Maior perversidade, nem Maquiavel!…

 

O cartaz da Romaria d’Agonia deste ano é “de cangalheiro” (pg.3). Escuro q.b., porque não sabem que a Romaria da Agonia é toda ela colorida, e irradia luz de cor por todos os lados. Mesmo de noite cobre-se com as ornamentações, emprestando às ruas vestes de cores garridas que os fogos de artifício enobrecem. Os trajes multicolores, qualquer fósforo facilmente resplandece, virado em archote, e a todos à sua volta ilumina.

Bastava, para tanto, que seu autor lhe desse um pouco mais de claridade com qualquer “bouquet” de fogo de artificio, em segundo plano. Teria, além da justa e marcada presença, o condão de nos iluminar a todos.