Podemos pensar que as crianças precisam de conforto, dinheiro, boa comida, brinquedos ou de passear nas melhores férias da vida.

Mas tudo isso é um grande vazio, se no seu coração não existirem sonhos, se não estiverem acarinhados pela ternura de um abraço, um gesto de afeto, uma brincadeira, uma palavra reconfortante de uns pais presentes.

Tudo é importante na nossa vida e na vida dos nossos filhos, mas nada faz brilhar mais o sorriso de uma criança do que o amor sincero dos seus pais.

Faça um favor a si, a eles e ao mundo, incentive os seus sonhos “loucos” e irrealizáveis, permita que voem pelos mundos encantados da imaginação.

Fiz isso com o meu filho Eduardo aos dezoito anos, mandando-o para a Amazónia mais recôndita, sem contacto, sem rede e telemóvel, para saber o que queria ser na vida. Passado um ano de preocupação e saudade, vi-o chegar triunfante, feliz e cheio de sonhos para realizar. Realizou-os todos e foi feliz.

Sei que poucos pais saberiam gerir a saudade, os medos e o sentimento de culpa. Pois, mas é nos mundos encantados da imaginação que se deposita a fé do futuro humano. E, certamente, não desejamos um planeta de pedras, mas de humanos, que choram, riem, se abraçam e são felizes, cada um à proporção dos sonhos que viveu.

Filomena Freitas