Noutros tempos, ser soldado da paz quase só impunha disponibilidade, boa vontade e satisfatória condição física. Mas esse é um tempo do passado. Hoje esta atividade não se pratica sem que, elementarmente, se saiba extinguir fogos em segurança, resgatar pessoas sinistradas e como se faz prevenção de risco, para além de outros saberes complementares. Para tal, para além de uma formação inicial, o bombeiro vai tendo no tempo formações adicionais que o habilita a prestar um serviço de qualidade e de valor maior para a sociedade.

Debate-se muito o profissionalismo por inteiro dos bombeiros, com o objetivo de uma maior eficácia em tudo o que são sinistros, cada vez mais graves e a exigir continuadamente respostas eficazes. Trata-se de um debate para o qual não há respostas precisas, mas que demonstra como vai crescendo o grau de requisito a quem exerce esta função. Contudo, a condição voluntária, nesta como noutras áreas da sociedade, parece conveniente ser respeitada. De resto, o sentido profissional tanto é exigido no serviço voluntário como no remunerado. Daí que também se recomende a valorização dos dirigentes destas instituições, na base de formações específicas regulares, porque infelizmente nem todos obedecem aos melhores padrões de qualidade.

No próximo dia 18, em Monção, haverá uma reunião das direções de todas as corporações do Alto Minho com os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viana do Castelo (mais tarde será com os do PSD) para analisar problemas referentes à vida dos bombeiros. São muitas as dificuldades com que estes se debatem, que não são de agora, mas que se agravaram como consequência da Covid-19.

Dirigentes de algumas corporações falam num decréscimo de receitas a rondar 80%. Era importante que os deputados do distrito não reunissem apenas para constatar factos, mas antes para serem porta-vozes ativos na resolução de questões que afetam particularmente a segurança das populações do Alto Minho.