O conceito “pandemia” era maioritariamente desconhecido da população até 2020, podemos até dizer que, em pleno 2021, apenas uma minoria da população o conhecia.

A vida das pessoas mudou bruscamente: as suas rotinas, a sua forma de ser e estar perante o mundo. Os estudantes não são disso exceção, pois com maior ou menor condições físicas e económicas, o ensino foi transferido para as casas passando o quarto ou a sala a exercer o local da escola.

Considero o ensino à distância mais flexível, pois tenho a possibilidade de organizar o meu programa de estudo e atividades extra escola adequando-o ao novo horário, o que antes se tornava complicado por viver longe da escola.

As aulas à distância são um desafio, para alunos e professores. A pandemia permitiu retirar os testes escritos da nossa aprendizagem, pois devido à distância, os professores conseguiam avaliar-nos de muitas outras formas mais interativas ou mesmo pelo esforço demonstrado, o que considero serem critérios fundamentais que deveriam sempre ter um grande peso na nossa avaliação.

Apesar de tudo, o facto de todos os meus compromissos estarem a ser realizados virtualmente perturba-me, pois incapacita-me de os tentar resolver com o maior dos cuidados, empenho e atenção, sendo por isso uma desvantagem para a minha aprendizagem. 

Independentemente de todas estas situações menos boas, estar em casa é bom! Aprendi a reparar nos detalhes das coisas mais simples do meio familiar em que vivo, a passar mais tempo com a minha família e até reparar que as minhas gatinhas parecem estar mais felizes por me terem mais vezes por perto! 

Sempre que tenho oportunidade, e sem desrespeitar as normas da DGS, costumo ir fazer pequenas caminhadas com os meus pais e o meu irmão, com o intuito de relaxar e abstrair-me um pouco desta realidade por vezes dolorosa.

A pandemia permitiu-me olhar o mundo com outros olhos, os olhos da pandemia.