Algumas vezes ouvi dizer que seria bem melhor que a própria pessoa decidisse por si mesma se queria ou não ser batizada. Como a criança não tem idade de qualquer decisão, deve esperar-se pela sua maior idade para que, então e livremente, possa fazer a escolha. É que, até pode acontecer que, quando adulta, a pessoa batizada não goste do que, em criança, lhe foi ministrado. E, além do mais, a liberdade humana é inviolável, intocável, respeitável e até sagrada.

Estas e outras razões de caráter social levam muitas vezes os pais a protelar o batismo dos seus filhos. São, de facto, razões muito claras que, naturalmente, pedem também uma muito clara explicação da Igreja. Vou tentar responder à pergunta, mas não sem antes fazer válidas e claras interrogações:

Porque é que os pais não deixam o filho decidir por ele a vinda a este mundo? — É que ele é ele e não os pais. Os pais não são ele, isto é, os pais não são a criança. E a verdade é que até a Bíblia fala de quem não queria ter vindo ao planeta. Certo? Certíssimo.

Porque é que não dão aos filhos o direito de escolher os pais? Eles, porque são livres, podem querer outros pais. Alguns até queriam mesmo outros pais. Certo? Certíssimo.

Porque é que não dão direito aos filhos de escolher o próprio nome? — É que eles podem não vir a gostar do nome que lhe puseram. Há mesmo quem não goste. Eu mesmo, que muito gostei dos meus pais e do seu nome, nunca gostei do meu nome. Certo? Certíssimo.

Porque é que obrigam os filhos a receber vacinas, a tomar banho, a portarem-se bem, a ir à escola, a arrumar o quarto, a ter maneiras civilizadas de conduta? É mais do que certo que isto muitas vezes lhes desagrada e tira a liberdade. E, se lhes desagrada, quem são os pais para impor aos filhos o que quer que seja ou seja o que for? Isso de impor tais coisas não lhes vai gerar um trauma?

Vou dizer o que penso:

O problema de fundo é a pouca fé dos pais e não o sacro do batismo nem a riqueza inviolável da liberdade. O Catecismo da Igreja diz claramente que é o desejo de que a criança seja livre o mais cedo possível, que deve levar os pais a pedir o batismo logo que possível. Tendo a criança nascido em pecado original, ela tem direito e necessidade de ser livre, retirada do poder da influência do Maligno e ser transferida para o reino da liberdade dos filhos de Deus. Todos nascemos com um mal espiritual e todos devemos libertar-nos desse mal herdado. E o remédio é só o batismo.

Quero lembrar que não foi a igreja dos homens que instituiu o baptismo, mas sim Jesus Cristo que, com a Sua morte e ressurreição, nos alcançou a libertação do pecado e a gloriosa liberdade de filhos de Deus. Mas tal liberdade só se adquire passando pela porta do batismo, como o prisioneiro tem de passar pela porta da cadeia para voltar à liberdade e como o arquiteto tem que passar pelo exame para obter o diploma.

E como o baptismo nos é necessário para a salvação eterna sobrenatural, e como a criança não tem a vida muito segura, eis a razão de a Santa Madre Igreja assegurar, quanto antes e quanto possível, a salvação de todos. Os jeovás só dão a salvação a 144.000. Mas a Igreja de Jesus Cristo, seguindo a PALAVRA do seu fundador «pro vobis et pro omnibus», abre a porta a tempo e horas a todo aquele que quer a vida: A VIDA ETERNA.

Remato este esclarecimento com as palavras de São Marcos 16,16: “Quem acreditar e for batizado será salvo”. Fora disso, aprendi na escola que: “tresum, tresum” e “pim, pam,pum,