Sobretudo em períodos eleitorais, é ver como os dirigentes-políticos se desdobram, em palavras e palestras, tentando seduzir o eleitorado…! Nas linhas e entrelinhas dos seus aranzéis apelativos aos votos num determinado sentido, adivinha-se facilmente a Ideia-força: – Votem em nós, elevem-nos ao pedestal da Governação!”, pois “somente connosco ao leme o barco da Prosperidade-comum atingirá bom-porto!…

Vozes de “profetas” apregoando maravilhas para quem os oiça…!
Quanta arrogância de Superioridade-carismática…!

Entretanto, os Portugueses, observadores atentos e já vacinados contra verborreias-ilusórias, preferem consultar a virtude Prudência, a inteligente Circunspecção, a luminosa Dúvida-metódica, as norteadoras lições do Passado (próximo-remoto), que não devem ser esquecidas…!

Os Eleitores-conscientes já não vão em aventuras-perigosas de promessas-fáceis…! Abriram os olhos e mantêm-nos bem abertos…!

Os Portugueses já se habituaram a ver na Política uma espécie de luta, pela posse de uma “manta protetora”, que deveria agasalhar todos e cada um, mas que, infelizmente, cada Partido a puxa e repuxa para si, com desmesurado egoísmo…! Até não se importando de esburacá-la ou rompê-la…!

Uma coisa, porém, nenhuns partidários-conscientes devem esquecer: Portugal — este pequeno-grande País — quiçá o mais antigo da Europa — nem é “redondo” nem “quadrado”, à vontade de cada um; ele é apenas e só um “rectângulo”, de linhas desiguais e idênticas, mas no qual tem vivido e quer continuar vivendo um Povo, em cujo sangue há vestígios de Celtas, Iberos, Romanos, Godos, Árabes, Muçulmanos, Cristãos, etc. … O rectângulo da sua vivência aponta, nos seus extremos longitudinais, dois sentidos: para cima o Norte, para baixo o Sul. Europa e África (sem menosprezo por outros Continentes) funcionarão quais cordões umbilicais, a preservar…!

Atenção, pois, aos “profetas” de novos rumos…! Falem inequivocamente dizendo, com clareza, aos Eleitores se querem e defendem uma Europa-Unida e por que sim e por que não…!?
É necessário que as palavras Liberdade e Igualdade não obliterem nem tentem destruir a Fraternidade — o terceiro elemento do trinómio…!

Uma Pátria-Mãe comum aceita e quer todos os Filhos, mesmo diferentes nas suas características individuais, desde que todos eles se considerem e respeitem como irmãos, interdependentes, solidários, porque unidos pelo Amor que salva e não pelo ódio e inveja, que conduzem ao abismo…!

A Mãe-Pátria comum ensinará aos Filhos que a Felicidade por que aspiram não é privilégio apenas, nem sobretudo, da posse do Dinheiro… Como Alguém cantou: “Tudo podem ter os Nobres e os Ricos, algum dia; muita vez, em Lares pobres, há mais alegria”…
A busca inteligente do Bem-comum não deverá esquecer o valor moral das “Bem-aventuranças”: “Felizes os Pobres em espírito”; os “Mansos” de coração, os Misericordiosos, os Pacíficos”…!
A Mãe-Pátria comum continuará suplicando aos Filhos: Unam-se, Todos, no Progresso, mas progridam sempre na Unidade…!

Foto: Estudo Kids