Nas Américas, depois de nos presentearem com um presidente da maior potência mundial da atualidade, os E.U.A, com as características de Donald Trump, a juntar a um Nicolas Maduro empenhado em reduzir (até agora com sucesso…) a Venezuela à miséria e, nas Filipinas, um Rodrigo Duterte que ordena à polícia atirar a matar (dando ele próprio o exemplo), acabam de, no maior país da América do Sul, o Brasil, eleger um Presidente da República, Jair Bolsonaro de seu nome que, entre outras promessas, afirmou “ir acabar com a pretalhada”, combater a criminalidade, facilitando a aquisição de armas, e reduzir o excesso de influência das mulheres.

Perante um presidente democraticamente eleito, as felicitações dos nossos P.R. e P.M. eram inevitáveis (sobretudo tratando-se de um país com tão estreitas ligações ao nosso) embora, creio, sejam meramente diplomáticas…

Creio bem que nem o próprio Marcelo “morra de amores” pelo personagem e, no que respeita a António Costa, o texto das felicitações exala um odor dúbio…

Para além do mais, a Amazónia, qualificada como “o pulmão do mundo” e, como tal, até agora adequadamente protegida pelo Tratado de Paris, passa a ser território sob o domínio de alguém que, tal como Trump, repudia esse mesmo tratado.
Resta, agora, aguardar a composição das restantes instituições políticas com influência na governação do país e dotadas de capacidade de controlar os atos da Presidência.

Dionísio Ferreira

N.D. – O título deste editorial faz lembrar que neste dia 1º de Novembro do ano de 1755, dia de todos os santos, houve um grande terramoto seguido de maremoto que arrasou Lisboa. Foi, então, o P. M. do Rei D. José, Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquez de Pombal), que dirigiu a reconstrução da Capital e o Portugal do seu tempo a “ferro e fogo”; a defesa do Nordeste brasileiro contra os holandeses e o massacre dos Távoras, entre outros feitos. Um comprovado ditador, mas que ficou reconhecido na História pelo aforismo: “Oh Marquez vem cá baixo outra vez!” Coincidências?!…