Amor de um pai é um amor maior do que a força do mundo.

Ser pai vai além dos desejos, da sociedade ou até do mundo. Ser pai, é ser criança, adulto e idoso em simultâneo. Ser pai é estar disposto a ser ferido na alma e, mesmo assim, sorrir e abraçar.

As mães são fundamentais para o nascimento de uma criança, mas, então, e os pais? Já parou par pensar na lacuna que fica sem a sua presença? O pai é, de um modo geral, aquela figura mais autoritária, que impõe as regras e a ordem em casa. Não será tão importante quantos os abraços e o amor na formação de um futuro ser humano? Ser pai é isso mesmo, é ser!

Um pai é a imagem da proteção, é “um porto de abrigo” quando os medos nos confrontam inesperadamente e as forças se perdem. Nele vemos a ideologia de uma vida, a garra e a determinação, a coragem de viver e trabalhar por nós e pelos que amamos.

Ser pai vai muito além de gerar um filho. Ser pai é também amar, cuidar, mimar. É dar a vida pelo amor “da sua prole”, é abraçar a dor e os medos dos filhos, como quem abraça e beija o mar, tornado os seus obstáculos menores e superáveis. É aconchegar na sua alma as crianças do mundo carentes de afeto e de proteção, sem sonhos ou alguma convicção. Ser pai é colocar-se à frente de todas as tempestades para proteger a sua família, confiante de que o seu amor é maior de que a força do mundo.

Assim formam-se seres humanos, não apenas máquinas sem emoções, frias e distantes da vida e dos seus sonhos.

Cabe aos pais serem quem são, com transparência no seu coração, onde, contra tudo, sirvam de luz neste tenebroso “cemitério social”, onde os valores humanos estão ainda mortos e enterrados.

 

FCF – Filomena Costa Freitas