Frequentemente, dou comigo a recordar acontecimentos que têm trazido consequências mais ou menos graves para a humanidade, e de como nos últimos tempos vimos assistindo a um agravamento desses fenómenos, de que são exemplos o sobreaquecimento do nosso planeta, com a perda do gelo que se considerava eterno nas zonas polares e nas mais altas montanhas , a frequência e a violência das erupções vulcânicas, a subida das águas dos mares, o aumento da seca nos continentes, a pandemia gravíssima que enfrentamos, as migrações sem regras e tudo o mais a que assistimos. Dir-se-ia que, considerando os efeitos nefastos para a humanidade, poderemos estar a enfrentar uma catarse similar à do dilúvio bíblico. E se o dilúvio foi uma decisão de Deus, creio que na nossa era poderemos ir buscar as causas à acção humana, que cava a sua autodestruição.

Ninguém me convence que a pandemia que grassa na humanidade, com ricos e pobres no mesmo saco, não teve origem numa fuga laboratorial, recusando-me a acreditar que tenha sido intencional, uma vez que as relações entre Estados têm, na generalidade, sido globalmente civilizadas. Cientificamente parece não haver, ainda, evidências, mas o certo é que também não existem certezas quanto a outras origens e, portanto, mantenho esta convicção. Não se trata de uma teoria conspirativa, mas real, admitindo também como certo que quem produziu o vírus não terá imaginado a dimensão das consequências catastróficas que poderiam advir, não lhe ocorrendo que também poderia ser vítima da sua descoberta.

Sendo certo que no passado houve epidemias gravíssimas que afectaram vários países, entre os quais Portugal, elas acabaram por ser debeladas, mesmo sem os avanços da medicina, os recursos técnicos e os conhecimentos científicos que hoje existem. Porém, e como todos os dias nos apercebemos, os cientistas de todo o mundo lutam numa cruzada, como talvez nunca antes tenha existido, para encontrarem o antídoto que ponha um fim definitivo à actual pandemia que nos cerca. As vacinas que nos vão sendo administradas são o resultado desse esforço colectivo, mas estamos ainda longe da solução que todos almejamos, o que significa que este estado de coisas está para durar.

Ponderados todos estes fenómenos numa perspectiva de fé em Deus – e eu assumo-me firmemente católico -, seria positivo prestar atenção às diversas revelações de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, aos videntes, em vários pontos do planeta, que apontam para graves acontecimentos a nível global, se a humanidade continuar a rejeitar os valores morais e não alterar a forma de viver. Assim foi em Fátima (a pneumónica e as duas grandes guerras mundiais), tem sido em Medjugorje (Bósnia Herzegovina), na Polónia e noutros países, com um constante apelo à não rejeição de Deus e da sua doutrina.  A Europa, que foi construída ao longo dos séculos em valores cristãos, é um exemplo dessa rejeição ao não inscrever Deus no texto que criou a União Europeia, cedendo ao ateísmo e às ideias anticristãs protagonizadas por grupelhos disformes que se multiplicam e que vão adquirindo suporte político. Esta mesma Europa tem sido, ainda, muito solícita e prestável no apoio ao aborto, à eutanásia e ao crescimento de uma plêiade de movimentos de cariz sexual antinatural, opondo-se aos valores cristãos. É assim que quer caminhar e, como Deus não dorme, não nos admiremos com o que está a acontecer à nossa volta.

Creio, sinceramente, que todos estes acontecimentos que se abatem sobre a humanidade estão interrelacionados com as mensagens (claras, umas, e outras ainda sob a forma se segredo) transmitidas aos videntes por Nossa Senhora e por Jesus.

Imagino que alguns leitores me apelidem de ingénuo, mas esta é a minha convicção, resultante do que penso e das muitas leituras sobre estas temáticas. E prestar atenção aos eventos proféticos que têm vindo a acontecer só nos ajudará a formar uma consciência mais forte e intervirmos, sem preconceitos, no espaço público. A luz que damos aos outros é a mesma que ilumina o nosso caminho.

A evolução da ciência para explicar tudo, tendo como objectivo final desacreditar Deus, é uma caminhada no tempo presente que pode levar à autodestruição da humanidade. Por exemplo, a inteligência artificial, que se vai aperfeiçoando a cada dia, tem grande impacto na situação de risco planetário, com danos irreparáveis se não for devidamente controlada. A Internet, da qual depende este mundo global, deixará o planeta em ruptura total se não houver rigor e segurança total na sua gestão. E a complexidade dos sistemas pode algum dia descontrolar-se!

Não é minha pretensão mudar a consciência das pessoas, mas tão-somente deixar um alerta para o que acontece em nosso redor, a que muitas vezes não prestamos a atenção devida, ou porque somos demasiadamente egoístas, ou porque andamos distraídos. Como dizia o grande doutor da Igreja Católica, São Tomás de Aquino, para alguém que tenha fé, nenhuma explicação é necessária; para quem não tem fé, nenhuma explicação é possível. Só espero que o véu que nos esconde o futuro seja tecido por um anjo de misericórdia.