Amanhã, 22 de abril, celebra-se mais um aniversário da descoberta oficial do Brasil pelos Portugueses. Este faustoso acontecimento da gesta ultramarina já teve mais lustre na memória nacional. Agora, voltados para a Europa, alheamo-nos um pouco deste grande país, de mais de 200 milhões de lusófonos, que emerge como potência regional sul americana.

Viana está ligada às terras de Vera Cruz, desde 1534, quando Pero do Campo Tourinho, um dos seus fidalgos, assumiu a capitania de Porto de Seguro. Há 30 anos, a Câmara Municipal vianesa homenageou-o, oferecendo àquela cidade um busto em bronze do seu fundador, réplica de outra que ainda permanece na nossa cidade, ao fundo da Avenida dos Combatentes.

Nos séculos XVI e XVII, Viana passou por um dos períodos de maior desenvolvimento da sua história, graças ao comércio do açúcar brasileiro. O casco histórico da nossa cidade deve muito a esse comércio e, depois dele, também ao ouro vindo do Brasil.

Ao longo destes cinco séculos de encontro de culturas, muitos portugueses, vianenses e minhotos, escolheram o Brasil para sua segunda e, tantas vezes, primeira pátria. No Pernambuco, no século XVII, os vianenses seriam tantos e tão respeitados que, segundo um cronista, era hábito chamar “aqui de Viana” em vez de “aqui d’el-rei”.

Em Portugal, a aculturação brasileira, feita durante muitos anos pelos regressados ao torrão natal, teve continuidade com a popularização das telenovelas brasileiras. 

Agora, quando já mais de 100 mil brasileiros constituem a maior comunidade “imigrante” no nosso país, muitos deles radicados em Viana e no Minho, a simpatia por todos, tanto migrantes brasileiros, como luso-brasileiros e brasileiros-portugueses, continua a estar bem cavada na alma nacional.