Viana tem na sua quinhentista Praça da República um centro de beleza quase inigualável. Este centro cívico e os edifícios do topo nascente constituem, além de outros, ponto turístico de eleição. Há cada vez mais turistas a visitar-nos e a passar aqui uns dias. E porquê? Porque, para além da beleza desta “Princesa do Lima” os nossos hoteleiros sabem receber os turistas de todo o Mundo; existem bons e confortáveis hotéis e residenciais; os restaurantes têm procurado melhorar o seu serviço, promovendo semanas de gastronomia de eleição, como a lampreia, até fins de abril e, além disso, a qualidade dos vinhos verdes encanta quem nos visita.

Depois temos as nossas Festas e Romarias, onde as moças vianenses, com os seus trajes à minhota”, cantam e encantam, quer nos desfiles, quer nas procissões ao Santo ou à Santa da sua devoção na sua freguesia, pedindo-lhes, numa oração, um bom marido, fiel, trabalhador e amigo de si e dos filhos. E, em agosto, em Viana, as Festas em honra de Nossa Senhora da Agonia, que atraem milhares de visitantes nacionais e estrangeiros. Além da parte religiosa, o desfile da Mordomia, a Festa do Traje, os “castiços” gigantones e cabeçudos, os grupos de bombos, de várias freguesias, que percorrem a cidade, de lés a lés, são pontos turísticos desta cidade que anseia, num futuro próximo, em turismo, um novo Algarve. Mas, para isso, é preciso que a Porto e Norte de Portugal, com a sua sede “ainda” no Castelo de Santiago da Barra, olhe para o turismo nesta cidade como olhou a RTAM, incompreensivelmente substituída, e não desviando as suas atenções para a cidade do Porto. Pergunto: como não fazer, como a cidade de Braga, as cerimónias duma Semana Santa, aproveitando a Igreja Matriz e as capelas da nossa cidade?

O Verão continua, mas Viana do Castelo necessita, como “pão para a boca”, de um turismo todo o ano e não apenas o turismo de agosto. Este não chega para manter o comércio existente, que no Inverno se vê confrontado com um número exíguo de turistas, muitos dos quais emigrantes que regressam à sua terra para passarem a época natalícia. Por isso, quer em Viana ou noutros “resorts” turísticos alto minhotos, a entidade Turismo e Norte de Portugal, bem como os Vereadores de Turismo das Câmaras Municipais, têm de pensar rapidamente como, na época baixa, conseguir um índice de ocupação hoteleira, não só para as unidades existentes como para aqueles empresários que querem apostar no turismo Alto Minhoto, construindo novos restaurantes e hotéis. As obras a efetuar no porto de mar bem como a eletrificação da Linha do Minho até Valença, com ligação a Vigo, são fatores de desenvolvimento, mas não chega.

Brevemente, os vianenses vão escolher os seus autarcas. Como é normal em democracia, os partidos políticos estão a apresentar os seus programas, e a fazer as suas promessas, para dinamizar esta “Noiva do Lima”. E depois, caro leitor, o partido vencedor terá de cumprir escrupulosamente aquilo que prometeu. E, no meu entender, é preciso apostar em áreas como: turismo, de qualidade, com profissionais competentes; obras no porto de mar, de modo a que navios de cruzeiro possam atracar, como acontece em Lisboa e no Porto; Bolsa de Turismo do Alto Minho, (BTAM), em fevereiro ou março, em pavilhões, onde, como acontece na BTL de Lisboa, estão representadas todas as nações europeias e não só; eventos desportivos europeus ou mundiais, de modo a captar turistas na época respetiva. E tantas outras coisas.

Em agosto ou em dezembro, Viana espera por quem a visite.