Esta sexta-feira à noite, dia 24 de maio, a partir das 22h, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta o espectáculo de teatro A Idade do Silêncio, pelo Teatro do Mar, com Criação e Direcção de Julieta Aurora Santos e Interpretação de Luís João Mosteias e Sérgio Vieira.

Trata-se do último espectáculo de teatro da temporada de 2018-2019 do Teatro Diogo Bernardes, que apresentará ainda os concertos de Miguel Araújo, a 25 de maio, de Kika Cardoso, a 26 de mesmo mês e o espectáculo de teatro para a infância e famílias Simão e o Livro Mágico, a 01 de junho, Dia Mundial da Criança, data que o Teatro Diogo Bernardes reservou para os mais novos, com duas sessões do referido espectáculo, às 16h e às 18h30.

Voltaremos em outubro para iniciar a temporada de 2019-2020, cujo trimestre de Outubro a Dezembro já se encontra encerrado em termos de programação, a qual será oportunamente apresentada à imprensa pelo Executivo Municipal.

Para a nova temporada continuaremos a apostar numa programação plural e diversificada, garantia da continuidade do bom nome do Teatro Diogo Bernardes no panorama cultural nacional e exemplo de autêntico serviço público de cultura.

Estamos certos que não iremos defraudar os espectadores e os públicos que continuamos a ver crescer e a acreditar nos espectáculos apresentados no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.

Encontrámo-nos a ultimar os últimos pormenores do Festival Percursos da Música, que decorrerá em Julho e Agosto próximos, para apresentar oficialmente o programa.

Voltando ao espectáculo A Idade do Silêncio, que será mais um momento de alto nível cultural, o mesmo resume-se assim:

“Disponibilizámo-nos a simplesmente estar, sem grandes perguntas, nem invasões, a ouvir mesmo sem entender, a procurar olhar para lá do que se vê. Observámos aquele universo, muito particular, sabendo que eventualmente um dia faremos parte do mesmo, se o corpo resistir.

Vivemos numa tensão entre a permanência e a transitoriedade na vida e uma total impotência face à nossa condição de finitude.

Testemunhámos de perto as rotinas de idosos institucionalizados.

Construímos, com o artista polaco Lukasz Trzcinski, marionetas que são réplicas do rosto dos intérpretes, mas envelhecidos. O conflito explorado na criação, começa na própria projecção do actor num corpo com cerca de 80 anos.

Esta criação reflecte sobre a nossa relação com a dimensão temporal, colocando em conflito o frenesim do homem contemporâneo e a imediatez de tudo, com o tempo do idoso e a sua necessidade de hábitos que, incorporados à vida, se tornam poesia do quotidiano, parecendo estabelecer uma relação continuada e duradoura com o mundo.”