Uma banda com 60 músicos, uma soprano e cinco maestros, um dos quais português e os restantes quatro espanhóis, vão protagonizar um espectáculo sem precedentes já este sábado, dia 25 de maio, às 22h, na Igreja Matriz de Vila Praia de Âncora.  A Banda de Música da Casa do Povo de Moreira de Lima, acompanhada da soprano Sílvia Sequeira e sob a batuta de Manuel Monteiro (maestro titular da banda) e de José Luís Tielas Santiago, David Trastoy, Jose Castro Álvarez e Francisco Abal Rosales (maestros espanhóis convidados), vai interpretar música desde o alvor do Barroco com a Ave Maria de Giulio Caccini, passando pelo período romântico com Giacomo Puccini, até à atualidade, com obras de José Alberto Pina, Jef Penders, Dmitri Shostakovich, Enio Morricone ou Carlos Marques.

A iniciativa “Sente a História” está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo quinto concerto da iniciativa, que tem como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, a iniciativa “Sente a História” contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara).

Antes do concerto, pelas 21h30, realizar-se uma visita guiada e animada à Igreja Matriz de Vila Praia de Âncora.

O concerto e a visita têm entrada gratuita.

Sobre a Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

No coração verde de uma Moreira do Lima do século XIX, o silêncio e pacatez dos caminhos estreitos entre a serra e o rio, cobriam o vaivém de homens que depois da vida nos campos se juntavam para fazer música. Apesar da escassez de informação alimentar o mistério, tudo indica que a banda teve a sua génese em 1824, mas os registos rareiam até à alvorada século XX.

A ambição de homens simples pedia colheitas abundantes e uma banda afinada e cheia de brio.

O bom caminho que a banda trilhava, levava-a às festas e romarias das redondezas, que rejubilavam com as melodias alegres e contagiantes da Banda de Moreira do Lima. No entanto nos anos 30, disputas entre duas figuras eminentes da banda, Daniel Caetano da Cunha Leones e Francisco, conhecido por Maneta, quebraram a harmonia que reinava no seio da freguesia e da banda. A Banda partiu-se em duas.

As duas bandas rivais alimentaram um despique acesso que estimulou a pujança musical de Moreira do Lima. Contudo, as picardias acumulavam-se e a divisão tornou-se transversal a todos os assuntos da freguesia, levando mesmo a que o Administrador do Concelho ordenasse ao Delegado Policial a apreensão de todo o instrumental das duas bandas. O silêncio imposto foi o suficiente para estancar a inquietação que Moreira vivia.

Saradas parte das desavenças, Daniel Leones reorganizou a Banda de Moreira do Lima. Em 1939, é oficializada a reativação da banda. Esta passa a chamar-se Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima. A banda ganha novo vigor e inicia-se um novo ciclo sob a regência do maestro Daniel Caetano da Cunha Leones que perduraria até à data da sua morte em 1975. E a banda voltou a silenciar-se.

Em 1986, a Junta de Freguesia, em conjunto com a Direção da Casa do Povo, reativam a banda, que faz-se ouvir ininterruptamente até aos dias de hoje.

A banda conta hoje com cerca de 60 músicos sobre a batuta do maestro Manuel António Barbosa, e é presença assídua em festas, romarias e outros acontecimentos culturais que marcam toda a região do Minho. Recentemente gravou o seu segundo CD, intitulado Sonoridades do Lima, e participou pela primeira vez num concurso internacional, o I Certame Internacional de Bandas de Música Ciudad de Benavente em Espanha.

Sobre o Maestro Manuel António Barbosa Monteiro

É natural de Ancede-Baião onde aos 12 anos inicia o seu percurso musical na Banda Marcial de Ancede.

Frequentou o Conservatório Nacional do Porto na classe de Tuba do professor Avelino Ramos, onde concluiu o 8o Grau. É licenciado em Música pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, na classe do professor Sérgio Carolino. Frequenta na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco o mestrado em Ensino da Música na especialização Tuba da classe do professor Ilídio Massacote.

Estudou com os melhores tubistas portugueses, Sérgio Carolino, Avelino Ramos, Filipe Queirós, Romeu Silva e aperfeiçoou-se em “Masterclass” com alguns dos melhores concertistas internacionais como Thomas Ruedi, Harri Lidsle, Adam Frey, Mike Forbes, Roland Szentpáli, Jorge Almeida, François Thuillier, Steve Rossé, Mizuho Kojima, Tanja karjalainen, Jukka Myllys, David Kurtz, James Gourlay e Daniel Perantoni.

Em 2003 foi o 1º classificado do 29º Curso de Formação de Sargentos Músicos, ingressando nos quadros da Banda Sinfónica do Exército. Atualmente é sargento ajudante músico na Banda do Exército do Porto onde desempenha as funções de chefe de naipe.

Já integrou o elenco da Banda Sinfónica do Exército, da Banda da Região Militar do Norte e da Orquestra Sinfónica da ESMAE, onde teve a oportunidade de trabalhar com os maestros José Rafael Pascual Villaplana, Jan Cober, Jon Corporon, Douglas Bostock, António Saiote, Paulo Martins, Avelino Ramos, Alexandre Coelho, entre outros.

Apresentou-se a solo com a Banda Militar do Porto na Casa da Música e na Igreja Matriz de Terras do Bouro, com a qual interpretou o Concerto para Euphonium e Banda de Vladimir Cosma e o Concerto “Vintage” de David Guillingham. Durante vários anos tocou a solo em diversos concertos e romarias a obra “Concertino para Euphonium”, com a Banda Marcial de Ancede e a Banda de Música de Belinho.

Foi membro do Ensemble Português de Tubas “How Low Can You Go”, com o qual gravou o disco “Veneno” editado em 2010, que recebeu as melhores críticas a nível internacional. Realizou inúmeros concertos com o ensemble dos quais destaca o concerto no Auditório do Centro Cultural de Belém em direto para a Antena 2.

Tem o estágio de expressão musical, expressão dramática, musicoterapia, riso terapia e reciclagem musical do curso intensivo para professores do 1º e 2º ciclos, tendo lecionado em 2006 no âmbito das AEC a disciplina de música na EB1 de Paredes. Colaborou como professor de Formação Musical e Euphonium nas escolas de música da Banda Marcial de Ancede e da Associação Musical de Várzea.

Lecionou a disciplina de Tuba/Eufónio na Academia das Artes do Marco de Canavezes e no Centro Cultural de Amarante.

Neste momento, é professor de Tuba na Escola Secundária Prof. Dr. Flávio P. Resende em Cinfães e ainda professor de Tuba na Academia das Artes de Cinfães.

Em 2015 obteve o Certificado de Competências Pedagógicas para exercer a atividade de Formador.

Em 2015 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Portuguesa de Banda tendo como professores o maestro português Paulo Martins (Técnicas de Direção) e o compositor espanhol Teo Aparicio-Barberán (Orquestração). Para além das aulas teórico- práticas teve a possibilidade de realizar estágios práticos de Direção com Banda de que são exemplos os estágios na Banda de S. João de Loure, na Banda de Paramos e na Banda do Pontido.

Em 2016 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Europeia de Direção de Banda com os Maestros Javier Viceiro-Filgueira, Jan Cober e Toni Cantal-Mariño.

Em 2017 foi admitido no Curso de Direção de Bandas creditado pela Universidade Nacional de Ensino à Distância em Espanha (UNED), que se realiza na EGADIB (Escola Galega de Direção de Bandas), sendo que este ano foi admitido no curso de aperfeiçoamento depois de obter aproveitamento no 1º ano do curso. Nesta escola tem a possibilidade de trabalhar com os mais conceituados maestros da atualidade no âmbito das orquestras de sopros, Jan Cober e Douglas Bostock, bem como com o maestro italiano Andrea Loss e o maestro espanhol Javier Viceiro Filgueira.

Participou como aluno ativo em vários cursos de Direção Musical organizados pela Banda Sinfónica Portuguesa com o maestro José Rafael Pascual Vilaplana, nas instalações da Banda Militar do Porto, onde teve a oportunidade de dirigir a Banda. Em 2012 realizou um curso com o maestro Luís Clemente, onde teve a oportunidade de dirigir a Orquestra Sinfónica da Covilhã.

Em 2017 foi convidado para dirigir a Banda Sinfónica Portuguesa na semifinal do concurso de composição desse ano organizado pela BSP, tendo dirigido para o júri a obra que viria a ganhar o concurso “Sinfonia Grotesca”.

Como maestro convidado teve a oportunidade de realizar concertos com a Orquestra de Sopros e Percussão de Baião, com a Banda Marcial de Ancede e com a Banda de Moreira do Lima, bem como ser o maestro do I Estágio de Verão da Banda do Pontido. Em 2017 foi o responsável pela Orquestra Júnior da Academia das Artes de Cinfães.

Foi maestro titular da Associação Musical de Várzea – Amarante e da Banda Musical do Pontido – Vila Pouca de Aguiar e atualmente é o maestro da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima. Com estas bandas teve a oportunidade de gravar o CD “Viagens” e “Sonoridades do Lima” e participar no I Certame Internacional de Bandas de Música de Benavente em Espanha e no 5º Concurso de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense.

Sobre a Soprano Sílvia Sequeira

Aos 10 anos, ingressa no Conservatório de Música do Porto na classe de trompa. Mais tarde passou a fazer parte da classe de canto da professora Cecília Fontes, e, no Estúdio de Ópera do Conservatório, executou vários excertos de diferentes operas de W. A. Mozart.

Em 2012 ingressa no curso de Canto na ESMAE, na classe do professor Rui Taveira, terminando com o recital de licenciatura no Coliseu do Porto sob a direção de António Saiote e a Orquestra Sinfónica da ESMAE, tendo obtido a nota máxima. Ainda na ESMAE participou em produções de ópera, como “L’Enfant Et Les Sortilèges ” de Maurice Ravel, “Les Dialogues des Carmelites ” de Francis Poulenc, “Die Zauberflöte” de W. A. Mozart, “Os Três Vinténs” de Kurt Weill, “Orphée aux Enfers” de Jacques Offenbach, e também nas encenações da Cantata no.4 de J. S. Bach e do “Ordo Virtutum” de Hildegard von Bingen.

Em 2016/2017 participou na ópera “Cosí Fan Tutte” – Mozart como ‘Fiordigligi’. Estreou no Teatro Municipal de Portimão, seguindo os teatros, Cine-Teatro Avenida, Casa das Artes e Teatro Helena Sá e Costa, inserido na Pós-Graduação Estudos Músico-Teatrais da ESMAE com a Orquestra da ESMAE, a direção musical de António Saiote e encenação de António Durães e Cláudia Marisa.

Como solista participa regularmente em concertos com diversas bandas filarmónicas do norte e centro do país, trabalhando com os maestros Valdemar Sequeira, Martinho Rodrigues, Paulo Botelho, José Maciel, Arnaldo Costa e Miguel Gonçalves.

Participou em vários concursos de canto, nomeadamente no Concurso Nacional de Canto, onde obteve uma Menção Honrosa, no Concurso Interno do Conservatório do Porto, obtendo o 2º lugar, no Concurso Helena Sá e Costa, sendo-lhe atribuída uma menção honrosa, e no Concurso da Fundação Rotários, onde recebeu o prémio Círculo Richard Wagner e o prémio Bolseiro.

Para além dos professores referidos, trabalhou também com os professores Kelvin Grou, Palmira Trofa, Chu Tai-li, Connie de Jongh, António Salgado, Luís Rendas Pereira e SusanWaters.

Sobre o Maestro David Trastoy

Inicia a sua formação musical nas especialidades de Bombardino-Tuba e Trombone com Juan Gestal no Conservatório Profissional de Música de Vilalba. Mais tarde, concluindo os estudos superiores com a classificação máxima sob a égide dos mestres Ignacio Fernández e Jonathan Vázquez na Coruña e em Vigo, respectivamente, tendo obtido o premio “Excelencia Musical” atribuido por “Paideia”.

Assistiu a cursos de aperfeiçoamento instrumental com mestres como Carlos Figueira Abuín, Petur Eirksson, Jesper Boile Nielsen, Miguel Navarro , Vicente López, Miguel Vallés , Alberto Pons , Javier Castaño e a masterclasses com virtuosos como: Thomas Rüedi, Sergio Carolino , Steven Mead e David Childs entre outros.

Lecionou nas Escolas de Música de Vilalba, A Pastoriza, Campo Lameiro, Barro, Tenorio e na Escola de Música Municipal do Porriño. Foi professor de sopros/meias em cursos organizados por Bandas como Guitiriz, Burela, Barro, Ribadavia e Arona (Tenerife)  e fez parte do corpo docente da Banda Sinfónica Infantil da Galiza no 2016 e 2017.

Atuou como solista com diversos agrupamentos tem colaborado regularmente com numerosas bandas Galegas. Também fez parte de agrupamentos tais como: EUYWO (Jovem Banda Europeia), Banda Sinfónica da Terra Chá, Banda da Federação Galega de Bandas de Música Populares, Banda Sinfónica Cidade de Lugo, Banda de Música de Pontevedra e Banda Municipal de Ourense, sob a batuta de reconhecidos maestros.

No âmbito da direção musical, estudou na Academia Europeia de Direção de Banda em Portugal  e assistiu a classes com mestres como Andrea Loss, José R.Pascual Vilaplana, André Granjo , Javier Viceiro, Jan Cober e Douglas Bostock.

Atualmente, estuda direção de orquestra na Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED), é diretor da Banda de Música Popular de Rubiós  e  leciona classes de instrumento nas escolas de música do Porriño, Neves, Tenorio e Campo Lameiro.

Sobre o Maestro Francisco Abal Rosales

Iniciou os seus estudos musicais com 8 anos de idade com os mestres Alfredo Viceiro del Río e José María Pérez Rodríguez. Especializou-se em Trompete no Conservatório Profissional de Música de Pontevedra e no Conservatório Superior de Música de Vigo tendo como professores José Vicente Simeó Mańez e Javier Viceiro Filgueira.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento com Maurice André (França), José María Ortí Soriano (Orquestra Nacional Espanhola), Hakan Hardenberger (Suécia), Benjamín Moreno (ORTVE), John Aigi (Orquesta Sinfónica da Galiza), Allen Vizzuti (Estados Unidos), Leopoldo Vidal Estrems (Conservatório Superior de Música de Valencia), Javier Simó Echarte (Real Filarmonía de Galicia) e Eric Aubier (França).

Em 2003, inicia os seus estudos em Direção e Instrumentação para Bandas de Música com o maestro Marcel Van Bree, participando ainda em cursos sob a orientação dos maestros Douglas Bostock (Reino Unido), José Rafael Pascual-Vilaplana (Alicante), Franco Cesarini (Suiça), Jan Van Der Roost (Bélgica) y Andrés Valero-Castells (Valência).

Assiste, no ano de 2013, a encontros organizados por el ISEB (Instituto Superiore Europeo Bandístico) em Mezzocorona (Itália), onde tem aulas com os professores Alex Schilling (Países Bajos) e Andrea Loss (Itália) e, de 2014 a 2017, prossegue os seus estudos na AEDB (Academia Europeia de Direção de Banda) com os maestros Jan Cober e Javier Viceiro.

No campo da docência, foi professor do Conservatório Elementar de Música de Cambados e nas escolas de música de Campolameiro, Chapela, Porriño, Teis e Coruxo. Foi director artístico da Banda de Música de Chapela (2003-2007) e da Unión Musical de Coruxo (2010-2016).

Para além disso, D. Francisco Abal Rosales foi convidado para dirigir vários agrupamentos musicais, tais como a Banda de Música Juvenil de Barro, Agrupación Musical de A Guardia, Banda de Música Popular de Rubios, Orchestra di Fiati “Antonio Rosmini” de Rovereto (Trento), Associazione Musicale “Euphòria” di Trivero (Piamonte) e, mais recentemente, a Banda de Música de Caldas de Reis.

Participou por diversas vezes como júri no Certame de Jovens Intérpretes Solistas “José Valcárcel” e no Concurso Provincial de Rondallas, organizado pela Ilma – Deputación de Pontevedra.

Atualmente D. Francisco Abal Rosales, é diretor do Conservatório Profissional de Música “Reveriano Soutullo” de Ponteareas onde leciona trompete e banda, para além de prosseguir a sua formação na Academia Galega de Direção de Banda (AGADIB).

Sobre o Maestro José Luis Tielas Santiago

Iniciou os seus estudos musicais na escola de música da Banda Lira de Ribadavia com os mestres Salvatierra e D. Manuel Vázquez Gregorio, prosseguindo com os mestres Luis Guitián, Esteban Valverde, Nicanor Domínguez Cid, Francisco Pérez Rodríguez e com a maestrina Dona Vanesa González Nunes.

Foi membro da Banda de Música Militar da División Acorazada Brunete no 1 (Madrid), Banda de Música Municipal de Ourense e da Banda de Música La Lira de Ribadavia, tendo colaborado com várias bandas galegas.

Desenvolveu projetos dedicados ao desenvolvimento de bandas de música dos quais se destacam:  fundador e mestre da Escola de Música “Mestre Veneroni”; fundador e diretor da Banda de Música Infantil “Luis Costa“ de Ribadavia; fundador do arquivo de partituras “Manuel Vázquez Gregorio”; fundador e mestre da ESMULI (Escola de Música da Limia) e fundador e coordenador da EGADIB – Escola Galega de Dirección de Banda.

Inicia a sua formação em direção de banda de música com D. Francisco Pérez Rodríguez, na Academia Europeia de Direção de Bandas de Música, em Portugal, e na Escola Galega de Direção de Banda.

Em novembro de 2014, inicia um novo projeto na Agrupación Musical da Limia da qual é o seu atual diretor.

Atualmente, estuda Direção de Banda na  EGADIB e o Curso Superior de Composição e Direção de Orquestra no Conservatório Superior Progresso Musical de Madrid.

É ainda docente na ESMULI – Escola de Música da Limia, docente e diretor da Escola de Música Tradicional da Festa da Istoria de Ribadavia.

Reparte as atividades musicais com seu emprego: diretor de ocio e tempo libre na empresa Ocioavia.

Sobre o Maestro Jose Castro Álvarez

Nascido na Galiza em Xinzo, Ponteareas, iniciou os seus estudos musicais em clarinete na escola da banda de música Xuvenil de Xinzo.

Prosseguiu os seus estudos no Conservatório Reveriano Soutullo em Ponteareas e, em 2016, conclui a sua licenciatura no Conservatório Superior de Música de Vigo.

Realizou cursos de aperfeiçoamento com prestigiados clarinetistas internacionais tais como Dario Mariño (Koncerthausorkester Berlin), Arno Piters (Royal Concertgebouw Orchestra), Rocco Parisi, entre outros.

No ano letivo 2014/15 obteve uma bolsa Erasmus+, tendo estudado com Rocco Parisi no conservatório A. Vivaldi de Alessandria (Itália), e dado vários concertos no norte de Itália.

No ano letivo seguinte, foi aluno da Escola de Altos Estudos Musicais, onde realizou o Curso de Especialização Instrumental com o mestre Vicente López, e onde participou em diversos encontros orquestrais organizados pola própia escola.

Paralelamente à sua formação como intérprete, é diplomado em Maxisterio Musical pela Universidade de Vigo.

No campo da direção, inicia em 2016 a sua formação neste campo com Jose Rafael Pascual Vilaplan e acede à Academia Europeia de Direção de Banda (Portugal), tendo como mestres Javier Viceiro Filgueira, Jan Cober, André Granjo e Antonio Cantal Mariño.

Desde outubro de 2017 é aluno da Escola Galega de Dirección de Banda, onde estuda com os mestres Javier Viceiro, Jan Cober, Andrea Loss, Douglas Bostok, Antonio Cantal Mariño e Francisco José Andreo Gázquez.

No ano 2017 lidera o arranque do Coral Cantares de Xinzo, grupo pertencente à Banda de Música Xuvenil de Xinzo, que dirigiu até finais de 2018.

Atualmente é docente nas escolas de música de Salvaterra de Miño, Mestre Veneroni de Ribadavia, CPR Plurilingüe Losada, e dirige a Banda de Música Luís Costa de Ribadavia.

Sobre o “Sente a História”

O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em 21 de julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.