As Muralhas de Valença vão ser “invadidas”, numa só noite, por música pop internacional, cantigas alusivas à Páscoa e ainda uma obra musical inédita que conta a história de duas princesas que venceram um príncipe Mouro e que essa disputa deu origem, precisamente, àquelas muralhas e ao rio Minho. O evento decorre este sábado, dia 13 de abril, às 22h, na Igreja de Santo Estêvão e consiste num concerto único que terá como protagonistas o Coro Polifónico e o Coro Infanto-Juvenil de Vila Nova de Cerveira.

A iniciativa acontece no âmbito do projeto “Sente a História”, que está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo segundo concerto da iniciativa, que tem como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

O Coro Polifónico de Vila Nova de Cerveira ficará responsável pela interpretação do repertório alusivo à Quadra Pascal, bem como à estreia de uma das obras encomendadas pelo projeto “Sente a História” inspirada na mitologia do Alto Minho: a Lenda da Porta do Sol (cuja história e letra podem ser conhecidas aqui:https://senteahistoria.com/2018/04/05/lenda-da-porta-do-sol-valenca/ ) com música de Telmo Marques e letras de Augusto Canário).

 

Já o Coro Infanto-Juvenil de Vila Nova de Cerveira ficará a cargo do repertório de música pop internacional.

Os dois Coros terão na direção Cíntia Pereira*** e no piano Nuno Areia.

Às 21h30 realiza-se a visita guiada e animada à Igreja de Santo Estêvão, um templo românico do século XIII. Ali esteve sediada a Colegiada de Santo Estêvão de Valença, bem como o Bispado de Ceuta. Desses tempos é possível apreciar a cadeira bispal, em estilo gótico-mudéjar, bem como os cadeirais e as pinturas da vida de Santo Estevão. O templo conserva, ainda, o único quadro existente em Portugal da Virgem a amamentar o menino que escapou à Inquisição.

O concerto e a visita têm entrada gratuita.

 

Sobre o Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira

O Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira, com mais de três décadas de existência, muito tem contribuído para a divulgação da música coral e para a promoção do concelho em numerosas localidades de Portugal e Espanha. O trabalho realizado foi reconhecido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, com a atribuição da Medalha de Mérito Concelhio, em sessão realizada nos Paços do Concelho, a 1 de outubro de 1994, dia do Município.

Este grupo foi um dos principais impulsionadores do movimento coral na região, tendo, juntamente com o Coral Aires Novos, de Goian, organizado o 1.º Encontro Internacional de Corais da Ribeira do Baixo Minho. Entretanto, organizou os V, IX, XII, XVII e XXII Encontros Internacionais de Corais da Ribeira do Baixo Minho, em Vila Nova de Cerveira, respetivamente em 1991, 95, 99, 2003, 2008 e 2012 e tem participado em todos os outros.

Nos últimos anos o Coral organizou e participou em atividades que vão já fazendo parte da sua agenda cultural, destacando-se, ainda assim, em 2009 a participação no programa televisivo “Portugal no Coração”; o concerto de comemoração das Bodas de Prata com a participação do grupo Tramadix e a deslocação às Astúrias para participar no IX Certamen Internacional de Habaneras. Em 2010 e 2011, destaca-se a participação na atividade “Queima de Judas” organizada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, cuja produção esteve a cargo da Companhia de Teatro Comédias do Minho. Em 2012 a participação num projeto completamente diferente, mas muito aliciante – Curtas Gastronomia com organização da ETAP – que consistiu em o Coral fazer a banda sonora do filme “Manhã Submersa”, do cineasta Lauro António, que estava a ser projetado no momento. No ano 2015 destaca-se a participação na receção ao ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, aquando da cerimónia de inauguração da Loja de Turismo, interpretando o “Hino a Cerveira” e a participação, a convite do grupo de teatro “Outra Cena”, no projeto “As lendas do Alto Minho” dinamizado pelas Comédias do Minho. Dos últimos anos destaca-se a participação no 3º Festival de Habaneras “Camiño de Santiago”, em Melide (província da Corunha) e no Encontro de Coros em Casal Comba (Mealhada).

Como diretores artísticos passaram pelo Coral Polifónico Euclides Rodrigues; Lúcia Picas; Milagro Fandiño e, atualmente, é coordenado e dirigido por Cíntia Pereira, desde fevereiro de 2005.

 

Sobre o Coro Infanto-Juvenil de Vila Nova de Cerveira

Foi criado em março de 2013, por Cíntia Pereira com o intuito de fomentar o gosto pela música, sobretudo, pela música coral/vocal em crianças e jovens da comunidade cerveirense.

Os primeiros meses de trabalho (um ensaio semanal) foram para trabalhar, essencialmente, algumas técnicas de respiração, de ressonância e de projeção vocal. A partir daí começou-se a trabalhar repertório diversificado.

De entre as várias apresentações a público destacam-se, os espetáculos de “Tributo a Carlos Paião”, em julho de 2013; “Tributo aos ABBA” em junho de 2015; “Tributo aos The Beatles” em julho de 2017; “Tributo aos Xutos&Pontapés”, em julho de 2018; o “25 de Abril a Cantar”, em abril de 2016; e “Portugal no Festival Eurovisão da Canção”, em julho de 2016, este último integrado no XI Aniversário do Aquamuseu do Rio Minho.

De todas as intervenções que tem vindo a realizar por convite da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira destaca-se a interpretação do “Hino a Cerveira” aquando da vinda do então ministro-adjunto Miguel Poiares Maduro, em janeiro de 2015, a Vila Nova de Cerveira, para a inauguração da Loja Interativa de Turismo, assim como a participação nas sessões de abertura do “Olympics4All” e “Ponte da Amizade – Europa sem fronteiras”, em setembro de 2015; a participação nos quadros do “Presépio Vivo” em dezembro de 2016 e 2017.

No dia 24 de abril de 2017, este Coro teve a oportunidade de partilhar o palco, na vila das artes, com o grupo Contraponto e no dia 14 de agosto desse mesmo ano participou no concerto do grupo Dark Side Project – Tributo a Pink Floyd, na cidade de Valença do Minho.

Em julho de 2018, este Coro participou no programa televisivo “A Praça”, na RTP1, interpretando ao vivo e em direto duas músicas do grupo Xutos&Pontapés.

O Coro conta já com várias participações em concertos na Galiza e diversos pontos do norte do país, nos quais tem recebido calorosos aplausos.

A par de todas as apresentações públicas acima citadas, este grupo tem participado em vários eventos de caráter solidário.

Em julho de 2015 este Coro passou a fazer parte integrante da Pauta de Caprichos – Associação Musical de Vila Nova de Cerveira.

É num clima de cumplicidade e respeito mútuo que este Coro, composto por crianças e jovens dos 6 aos 17 anos, desenvolve o seu trabalho e as suas capacidades musicais. Tem como diretora artística, desde o início da sua atividade até à atualidade, a professora Cíntia Pereira.

 

***Sobre Cíntia Pereira

Cedo iniciou os seus estudos musicais na escola de música da sua freguesia, onde aprendeu solfejo, órgão, acordeão, guitarra e clarinete. Para aprofundar os seus conhecimentos musicais, aos doze anos, passou a frequentar a Academia de Música Fernandes Fão, em Vila Praia de Âncora. Paralelamente, participou em numerosos cursos de aperfeiçoamento de técnica e interpretação pianística e de canto.

Mestre em Ensino de Música na área de Direção Coral e Instrumental e Formação Musical, pela Universidade do Minho, lecionou durante onze anos, as disciplinas de Educação Musical (2º ciclo) e Música (3º ciclo) no Colégio de Campos onde criou e orientou um Clube de Música com o qual realizou vários trabalhos, entre outros, destaca-se a gravação de dois CD áudio e multimédia, trabalhos esses que levaram o Clube de Música a participar no programa televisivo “Praça da Alegria” – RPT1 e no programa radiofónico “Passeio Público” – Antena 1.

De 2012 a 2015 foi professora na Academia de Música Fernandes Fão onde lecionou as disciplinas de Formação Musical e Classe de Conjunto Vocal e de 2015 à atualidade encontra-se a lecionar no ensino público.

De agosto de 2001 a janeiro de 2004 desempenhou funções de organista/pianista no Coral Polifónico de Viana do Castelo e ocupou o lugar de segundo regente na direção artística do mesmo.

Desde fevereiro de 2015 até ao presente que coordena e dirige o Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira.

É também a diretora artística do Coro Infanto-juvenil de Vila Nova de Cerveira e professora de iniciação musical; piano; órgão e acordeão na Pauta de Caprichos – Associação Musical de Vila Nova de Cerveira.

 

Sobre o “Sente a História”

O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.