A medicina chinesa é multidisciplinar não só quanto às suas capacidades de reabilitação física, mas também a nível mental. Ambas devem ser tratadas em uníssono, pois só assim será tangível o grau de satisfação durante a intervenção terapêutica, bem como na sua manutenção ou prevenção.

A Acupuntura na reabilitação musculoesquelética é uma ferramenta cada vez mais usada por muitos profissionais pelo seu complemento à reabilitação sendo, por vezes, o elemento chave para o sucesso da resolução dos mais diversos tipos de lesão, seja ela provocada por trauma, pós-operatório ou por degeneração, independentemente da idade.

Os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios da acupuntura são úteis para uma boa progressão na reabilitação, sendo a recuperação efetivamente mais rápida até mesmo quando combinada com outras terapêuticas.

Passando agora para um caso prático real de uma das nossas clínicas:

Maria Albertina, 72 anos, queixou-se de dores intensas no pescoço acompanhadas por elevada rigidez e limitação de amplitudes em quase todos os movimentos. Em acréscimo, apresenta alterações de sensibilidade na ponta dos dedos da mão, dor irradiante para ambos os ombros, dores de cabeça frequentes e acorda bastantes vezes durante a noite devido à intensidade das dores de quando está na cama.

Face a este conjunto aleatório de sintomas quase que ficamos assoberbados que a utente precise de uma panóplia diversa de medicações, porém apresentamos a nossa proposta de tratamento seguindo o diagnóstico de medicina tradicional chinesa.

Antes de mais, asseguro que é de vital importância que sejam apresentados todos os exames auxiliares de diagnóstico para que o protocolo clínico atue com a maior precisão possível. A medicina é multidisciplinar, seja em contexto de medicina convencional ou através de outras áreas das terapêuticas não convencionais, tudo é saúde, e todas elas são ferramentas para servir quem mais necessita.

Estamo-nos a adaptar a uma nova era ecológica, porém é preciso aplicar estes princípios na saúde!

Voltando à nossa Maria Albertina, posso-vos dizer que, concluída a 3ª sessão de acupuntura, a mesma já não sentia parestesias (perturbações de sensibilidade na extremidade dos dedos) e todos os grupos musculares que estavam com tónus acrescido e com elevada tensão, encontravam-se visivelmente mais plásticos e elásticos, permitindo que todo o quadro álgico estivesse bem mais reduzido. Ultrapassada a 6 ª sessão de tratamento, a utente refere um pormenor do seu dia-a-dia que demonstra o quanto é importante uma boa manutenção musculosquelética, pois consegue novamente conduzir e olhar em seu redor. Citando a sua expressão “Agora consigo estacionar em qualquer lado, e já vejo quem vem!”.

É incrível o quanto as mais simples limitações do dia-a-dia podem interferir de forma tão significativa na nossa segurança e qualidade de vida.

Posso concluir que todas estas conquistas terapêuticas foram executadas sem qualquer contraindicação técnica e a utente foi tratada de uma forma natural, ecológica e atingiu o patamar de satisfação de forma inegável.

Não é demais acrescentar que deverá optar sempre por profissionais credenciados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e espaços clínicos certificados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), assim como, na execução terapêutica de acupuntura esta deverá ser indolor e, na correta prescrição, a fitoterapia é desprovida de efeitos secundários indesejáveis.