Sim, é verdade! A acupuntura é uma terapêutica reconhecida pela OMS como sendo altamente eficaz na resolução dos mais diversos problemas de coluna (e não só), sendo igualmente aconselhada por diversos organismos internacionais e governamentais. É importante mantermos a consciência de que devemos cuidar da nossa saúde, sempre que possível, com terapêuticas naturais para evitar a doença e defender igualmente o ecossistema do nosso planeta.

A título de demonstração destas minhas afirmações vejamos o exemplo do outro lado do oceano, nos EUA, o American College of Physicians (o equivalente à Ordem dos Médicos em Portugal) redefiniu um novo método de tratamento não-farmacológico, na lombalgia, usando as valências técnicas da fisioterapia e acupuntura. O resultado foi menor impacto tóxico para o utente, para o ambiente e nos custos terapêuticos, o que se traduz em menos interações secundárias, menos dias de baixa e maior produtividade. Será este um modelo económico e de saúde pública que Portugal deveria seguir? Fica a sugestão para a vontade política.

Passemos para um caso clínico comum: António Silva, 62 anos, queixas de dores intensas a nível lombar que o limitava bastante nas suas atividades diversas do dia-a-dia. O utente refere que estas dores são permanentes e a sua intensidade tem como variável direta o uso de anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Veio até nós, exatamente para perceber se existira outra forma de tratamento com menos medicação, menos dores e que lhe devolva maior qualidade de vida, pois sente-se bastante limitado. Logo após a primeira sessão, António sentiu alívio imediato que se foi consolidando com os tratamentos sucessivos ao longo das semanas seguintes, ao ritmo de um tratamento por semana. Passaram 6 semanas e quase que nem se recorda das dores iniciais que o atormentavam todas as horas do dia. Sente unicamente ligeiras manifestações quando exagera um pouco mais da sua habilidade musculoesquelética. Este é um exemplo real em que o utente ficou bastante satisfeito com os resultados e unicamente faz sessões de manutenção, mediante a necessidade.

Podemos concluir que esta-mos em época de mudança, e ca-da vez mais é dada a opção viável aos cidadãos de optarem por terapêuticas alternativas, com profissionais devidamente credenciados pela ACSS (Administração Central dos Sistemas de Saúde) para a resolução dos seus problemas de saúde.
Não é demais acrescentar que, no ato terapêutico de excelência, a acupuntura é indolor e é desprovida de contraindicações.

Hugo Canão Silva

Especialista em Acupuntura e Medicina Chinesa