A fibromialgia é uma doença crónica caraterizada por dores músculo-esqueléticas generalizadas e persistentes, que atualmente afeta entre quatro a oito por cento da população mundial, sendo que a maioria dos casos diagnosticados são mulheres entre os 30 e os 50 anos.

A manifestação frequente e inesperada de dores intensas, que tendem a migrar de uma área corporal para outra, é muitas vezes acompanhada de recorrentes queixas de formigueiros, sensação de adormecimento, tremor e sensação de rigidez de articulações e músculos. São também frequentes alterações do padrão de sono, com dificuldade em adormecer, fadiga e sensação de esgotamento físico, e diminuição da capacidade de concentração, os quais podem ter um impacto marcado no dia-a-dia do indivíduo.

Estudos recentes apontam para o papel de períodos de maior stress e angústia como fatores precipitantes dos sintomas.

Apesar de não existir uma cura para a doença, existem vários tratamentos farmacológicos e não farmacológicos que podem atenuar os sintomas de fibromialgia e melhorar o prognóstico a longo prazo, pelo que o reconhecimento atempado e a intervenção precoce se tornam fundamentais.

A abordagem da fibromialgia deve ser feita numa perspetiva psicossomática, isto é, explorando de que forma os fatores biológicos, psicológicos e sociais interagem entre si e contribuem para a manutenção dos sintomas.

Dr. Joaquim Cerejeira – Psiquiatra e diretor clínico da UPPC

(Foto: “Tua Saúde)