A Direção-geral da Saúde recomenda o uso de “máscara comunitária” nos locais públicos fechados, como medida complementar para limitar a transmissão do SARS-CoV-2 na comunidade.

As máscaras protegem do contágio?

As máscaras faciais cobrem as mucosas da boca e do nariz por onde o novo coronavírus pode infetar o corpo humano. O coronavírus espalha-se através de gotículas expelidas a partir do nariz e boca quando uma pessoa infetada tosse ou expira. O uso de máscara por pessoa infetada contem a propagação das gotículas pelo ar; uma pessoa não infetada com máscara está a limitar os pontos de entrada do vírus: boca e nariz estão protegidas, mas não os olhos.

 

Que cuidados deve ter-se ao colocar e usar uma máscara de proteção?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as mãos devem ser lavadas com uma solução alcoólica ou com água e sabão antes de colocar a máscara. A boca e nariz devem ficar cobertas, sem folga entre a máscara e a cara. As mãos não devem tocar o tecido. As máscaras devem ser retiradas de trás para a frente. Depois disso, devem lavar-se novamente as mãos com solução alcoólica ou água com sabão.

 

Qual é a posição da OMS sobre o uso generalizado de máscaras de proteção?

A organização só considera essencial o uso de máscaras para profissionais de saúde, pessoas infetadas e cuidadores de pessoas infetadas. Admitiu que seja alargado à população em geral em situações muito concretas e aconselhou os países que decidam generalizar o uso de máscaras a avaliarem os riscos, frisando que deve sempre ser complementar a outras medidas de prevenção. Mas sobre o uso de máscara será sempre necessário pesar a relação entre benefício e dúvida.

 

Em Portugal, qual é a posição das autoridades de saúde sobre o uso de máscaras pela generalidade da população?

A DGS admite o uso de máscaras por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com várias pessoas – como transportes públicos, supermercados e outras lojas – como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória. Por enquanto, quem deve usar máscara cirúrgica são as pessoas com mais de 65 anos, com doenças crónicas e estados de imunossupressão, sempre que saiam de casa, além de todos os profissionais de saúde, pessoas com sintomas respiratórios ou quem entre e circule em instituições de saúde, e outros grupos profissionais: forças de segurança e militares, bombeiros, distribuidores de bens essenciais ao domicílio, trabalhadores nas instituições de solidariedade social, lares e rede de cuidados continuados integrados, agentes funerários e profissionais que façam atendimento ao público, onde não esteja garantido o distanciamento social, devem também usar máscara. Sobre o uso de máscara não se pode falar de consenso na comunidade científica, mas cada vez mais organizações nacionais e internacionais estão a adotar posições a favor da recomendação do uso generalizado de máscaras.

 

E num breve futuro?

Tudo leva a crer que o uso de máscara seja uma prática comum como forma de responsabilidade social de uns pelos outros. Mas, mais do que a máscara, o estar informado, respeitar as normas e regras das autoridades vão fazer a diferença entre o bem-estar, o ter saúde, e a doença. Os cuidados que hoje temos, vão ter de permanecer e fazer parte da nossa cultura e forma de estar com todos os outros.

Texto: ControlSafe