O candidato do partido Aliança à presidência da Câmara de Viana do Castelo defendeu, esta quinta-feira, a implementação de “uma estratégia de médio/longo prazo para a mobilidade para que o concelho não “seja apanhado de surpresa”.

Em declarações à agência Lusa, Rui Martins disse ver com “enorme preocupação o silêncio da atual Câmara liderada pelo PS sobre o que pode estar a passar-se com a Linha do Minho”, referindo-se à implementação da alta velocidade ferroviária.

“Neste momento, ninguém sabe, porque não se discute este tema, se a Linha do Minho vai deixar de passar por Viana do Castelo. Isto vai transformar Viana do Castelo numa cidade cada vez mais secundária (…). É preciso termos uma visão muito clara, uma transparência muito clara nas decisões para, a muito curto prazo, não sermos apanhados de surpresa”, afirmou.

“Qual é a necessidade de se estar a permitir uma situação dessas, quando ao longo de mais de 100 anos foram criadas zonas de servidão laterais à linha de caminho-de-ferro para que ela pudesse ser duplicada e eletrificada”, questionou.

O cabeça de lista da Aliança à liderança da capital do Alto Minho defendeu ainda a criação de “uma rede de transportes coletivos altamente eficazes, de e para o território”, por considerar que a mobilidade “é, entre outros fatores, essencial para quem quer definir o local de habitação ou o local de trabalho”.

A criação de uma plataforma de estacionamento de autocarros turísticos na frente ribeirinha da cidade e tornar o porto de Viana do Castelo em terminal de navios cruzeiro de pequena e média dimensão são outras das apostas da candidatura liderada por Rui Martins.

O candidato propõe ainda a transformação do traçado da linha do caminho-de-ferro, projetada no início do século XX, entre Viana do Castelo e Ponte de Lima, entretanto abandonada, em “ciclovia de alta qualidade, como forma de “reduzir os fatores poluentes ao aliviar o uso do transporte individual”.

Um “fortíssimo investimento na rede viária municipal” e criação de estacionamento “para dar competitividade ao comércio tradicional e fixar residentes no centro histórico da cidade” são outras das propostas da Aliança.

Rui Martins afirmou que “um dos trunfos fundamentais das cerca de 30 grandes superfícies comerciais instaladas na zona urbana é o estacionamento a um baixo custo aparente e a facilidade com que o consumidor coloca as compras na mala do automóvel”.

“Esta questão tem de ser pensada de forma a criar diverso estacionamento, à superfície e subterrâneo, para garantir competitividade ao comércio tradicional e à habitação”, preconizou.