Em tempo de pandemia, o Partido Aliança reclama medidas de apoio às populações refletidas na fatura da água, bem como a realização de um inquérito parlamentar à constituição e funcionamento da Águas do Alto Minho.

 

“Ao contrário do que aconteceu noutras regiões do país, a recém constituída empresa multi-municipal Águas do Alto Minho preferiu ignorar a situação complicada em que esta pandemia vai deixar centenas de famílias dos sete concelhos que fazem parte do sistema”, refere fonte daquele partido.

 

Acrescentando que “o mínimo que se pedia era a isenção das tarifas fixas mas a empresa, numa atitude claramente populista, deliberou isentar de taxas apenas o comércio que, por estar de portas fechadas, também não efetuou consumos. Ignorou também que, em tempo de teletrabalho, os consumos se deslocaram das empresas para as habitações das pessoas. Fez também questão de esquecer que, por razões sanitárias, o consumo cresceu obrigatoriamente, fruto da higienização das pessoas e dos espaços. Por esse motivo o Aliança exige que, no mínimo, todos os consumidores afetos à Águas do Alto Minho vejam as tarifas fixas da próxima fatura a zeros”.

 

Aquela fonte explica que “começa também a tornar-se clara a necessidade de uma averiguação ao processo de constituição da ADAM e da forma como ela está a funcionar. Para tal, e tendo em conta os graves danos que estão a ser causados a centenas de consumidores dos concelhos aderentes, o Aliança reclama que este processo seja alvo de inquérito em sede parlamentar”.

 

Fonte do Partido Aliança enumera “alguns exemplos das centenas de queixas que nos chegaram: consumidores que, desde janeiro, não recebem qualquer fatura (no entanto, nas situações em que há débito direto, o valor foi sacado da respetiva conta bancária); emigrantes que pagavam mensalmente 9 euros e passaram para 15 euros (sem consumo); consumidores que vivem em zonas sem rede de saneamento e nas quais essa tarifa começou agora a ser cobrada; consumidores que tinham um consumo médio de 35 euros e que passaram a receber faturas no valor de 280 euros ou consumidores aos quais foi faturado um período não de um mês, mas de 46 dias”.

 

Exemplificando também: “chegou-nos mesmo um caso dramático de um casal desempregado que recebeu uma conta de 138 euros e não sabe como vai pagá-la. São centenas de queixas às quais a ADAM nem sequer dá resposta, seja por e-mail seja por telefone, já que a generalidade dos consumidores não consegue simplesmente apresentar reclamação. Uma situação que, perante a debilidade social que se avizinha, vai tornar-se insustentável para centenas de famílias. É caso para dizer que, “ou há moralidade, ou comem todos”.