Rui Rio e António Costa colaboraram na feitura do mesmo tapete numa das ruas da Ribeira. O líder social-democrata teve de ser desafiado por um popular para calçar as luvas e ajudar a fazer o tapete da rua Góis Pinto. Já o primeiro-ministro e o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, não hesitaram em atravessar as cordas e participar na feitura do tapete de homenagem ao poema de Pedro Homem de Mello.

O presidente do PSD participou, pela primeira vez. Já António Costa é um repetente. Esta foi a terceira vez que se deslocou à Ribeira de Viana para participar na confeção dos tapetes. O primeiro-ministro explicava que a “rivalidade” entre as ruas era saudável.

Tiago Brandão Rodrigues dava algumas explicações dizendo onde se poderia colocar os pés sem estragar os tapetes. O ministro da Educação revelava conhecimento e falava que era graças à experiência de participar nesta iniciativa há cinco anos consecutivos. “São cinco anos de trabalho”, respondia, a quem dizia que “tinha muito jeitinho”.

“Vejo esta tradição com alegria, entusiasmo e com o coração cheio, porque isto também é manifestação da nossa fé”, Vasco Gonçalves. O pároco de Monserrate manifesta que “esta noite é para recordar, reviver e conviver. É na Ribeira que acontece o encontro das pessoas”. Vasco Gonçalves destacava o encontro de tocadores de concertina e cantares ao desafio no Largo de São Domingos já na madrugada.

A tradição nasce por vontade das gentes da Ribeira, mas o apoio logístico é dado pela VianaFestas.

Os Escuteiros do Senhor do Socorro foram convidados para fazer a feituras da rua Frei Bartolomeu dos Mártires. “Isto exige muito trabalho de preparação”, referia Martim Cerqueira. Para este líder o tem da rua segue o tema das festas, que é a homenagem ao Templo de Santa Luzia. Há um mês e meio que aquele grupo idealiza os tapetes.

“Se não tivéssemos sido nós o que teria sido deste tapete”

Ao chegar à rua dos Poveiros, o ministro da Educação interpelava um popular e manifestava que no ano passado tinham sido os salvadores do tapete. “Se não tivéssemos sido nós o que teria sido deste tapete”, dizia Tiago Brandão Rodrigues.

O líder da rua, Francisco Ferreira, contava que “no meio da rua vamos prestar homenagem a uma moradora da rua, que era a líder deste movimento, foi cidadã de mérito e morreu. Vamos fazer um mix”.

A rua dos Poveiros prestava homenagem ao cartaz da Romaria, no entanto, em vez de uma mordoma faziam o desenho de uma varina a adorar a Senhora d`Agonia. “Eu não venho todos os anos, mas gosto de vir”, Teresa, que às 23h já tinha tomado muitos cafés para aguentar toda a noite.

Candidatura a Património Imaterial da Humanidade

José Maria Costa explicava ao primeiro-ministro que estava a ser pensada uma candidatura a Património Imaterial da Humanidade.