Há cerca de um ano, a humanidade viu-se confrontada com uma nova epidemia com inicio na China, produzida pelo vírus SARS-CoV- 2, que originou a doença designada COVID-19 ,  tornando-se  rapidamente uma pandemia mundial. De imediato, e com o extraordinário apoio financeiro de vários estados, a industria farmacêutica  e a comunidade cientifica, começaram a trabalhar no sentido de rapidamente produzirem uma vacina eficaz contra este vírus, aproveitando o conhecimento e a experiência de dezenas de anos de produção de vacinas contra vírus ( sarampo, gripe etc.) . Assim sucedeu, e neste momento já dispomos de várias vacinas , que estão já a ser utilizadas., com várias tecnologias de produção, algumas muito inovadoras e de grande de futuro, como a que usa o RNA mensageiro (mRNA).

Pelas informações cientificas conhecidas e, sobretudo,  pelas avaliações que as entidades reguladoras  da industria farmacêutica da União Europeia , Grã Bretanha e Estados Unidos vem fazendo, podemos confiar que as vacinas são eficazes para, pelo menos, prevenir as formas mais graves de doença e diminuir significativamente a mortalidade e o numero de internamentos hospitalares em enfermarias e ,sobretudo, em  unidades de  cuidados intensivos, A  aprovação pelas mesmas  entidades reguladoras, confirma  o seu  alto índice de segurança, com efeitos secundários ligeiros e transitórios, muito embora possam ocorrer reações mais graves, mas analisando as dezenas de milhares de pessoas que já foram vacinadas, o seu numero situa-se  dentro do esperado, quando comparamos com as vacinas contra vírus  que usamos há muitos anos.

Portugal tem, desde há 65 anos , um Plano Nacional de Vacinação com provas dadas,  periodicamente atualizado , universal , não obrigatório e gratuito, considerado exemplar a nível mundial pela OMS:

Este facto, dá-nos a esperança  que o Serviço Nacional de Saúde em colaboração com  outras entidades do sector social e privado, possa trilhar com segurança o caminho longo, agora apenas no inicio, que nos leve ao controlo da pandemia,  Até lá , nunca é de mais recordar, as medidas preventivas preconizadas pela DGS : manter o distanciamento social , usar  máscara, desinfetar as mãos e as superfícies e cumprir a  etiqueta respiratória.

A. Pimenta de Castro