Já lá vão 30 anos, completaram-se no passado dia 12, mas aqueles que o conheceram, especialmente os que com ele emparceiraram no combate pelo sindicalismo de classe e pelos valores da democracia, recordam-no com saudade, reconhecendo-lhe valores e méritos.

Henrique Sousa foi um cidadão elevado. Bem cedo aderiu às causas da democracia e do sindicalismo, apostado em trabalhar para inverter desigualdades sociais e pela valorização das pessoas, especialmente pelos direitos dos trabalhadores diretamente produtivos.

Foi Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e Coordenador da União dos Sindicatos de Viana. Nesta qualidade, deu um forte contributo para uma conveniente articulação e reforço do Movimento Sindical local, que logrou acentuado dinamismo durante esse período. Muito lhe ficaram a dever os trabalhadores, pelo esforço e pelo empenhamento no sentido de corrigir assimetrias no mundo laboral, à época ainda muito desigual. Nestes combates defendia o diálogo e o debate de ideias como meio privilegiado para negociações equilibradas, prática que sempre se traduziu em resultados politica e socialmente justos.

Faleceu muito novo. Apenas com 41 anos, quando tinha tanto para dar, por características próprias e pela avantajada experiência adquirida ao longo de década e meia de atividade ininterrupta. Ficou a sua memória, que perdurará extensamente. Por essa razão, boa parte daqueles que estiveram sempre ao seu lado e a família homenagearam-no junto da campa onde jaz, precisamente no dia em que os 30 anos da data fatídica se completaram. Recordaram méritos que lhe cabiam e apontaram-no como exemplo a seguir. As sociedades não podem esquecer os seus mortos, e muito menos os que nobres causas abraçaram enquanto vivos. O Henrique Sousa merece bem ser recordado.