O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que a taxa de inflação registou uma subida homóloga de 9,1% em julho. Em comparação com o mês anterior, foi registada uma aceleração de 0,4 pontos percentuais no índice de preços ao consumidor, sendo este é o valor mais elevado desde novembro de 1992.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, também acelerou, tendo registado uma 6,2%, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados apresentou uma subida homóloga superior, de 13,2% (mais 1,3 pontos percentuais face a junho).

Já os preços de venda dos produtos energéticos ao consumidor registaram uma subida homóloga de 31,2% em julho. Apesar disso, o indicador referente à energia caiu ligeiramente 0,5 pontos percentuais face ao mês de junho, dando sinais de um abrandamento dos preços na componente energética.

Por classes de consumo individual, verifica-se que, em termos homólogos, as maiores contribuições positivas para a variação homóloga da inflação foram dadas pelos bens alimentares e bebidas não alcoólicas, pelos transportes e pela habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis. Em sentido contrário, destaca-se a saúde.

Porém, em termos mensais (em cadeia), a variação do índice de preços ao consumidor foi nula (mais 0,8% face ao mês precedente e menos 0,3% em comparação com julho de 2021). Já a variação média dos últimos doze meses foi 4,7%.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) apresentou uma variação homóloga de 9,4%, sendo este o valor mais elevado registado desde o início da série, em 1996. A taxa é superior em 0,4 pontos percentuais à registada no mês anterior e superior em 0,5 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a zona euro