“Longevidade, Envolvimento Social e (In)Capacidades” é o mote para a conferência internacional AGENortC 2019 que irá decorrer na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC), no próximo dia 05 de abril, pelas 10h.

Ao longo de todo o dia serão diversos os renomados oradores que irão abordar questões como “Envelhecimento Demográfico: tendências, mitos e desafios societais”; “Investigação, Políticas e Práticas Associadas ao Envelhecimento”; “Envelhecimento e Envolvimento Social: Resultados do Projeto AgeNortC” e “Fragilidade e Envelhecimento”, entre muitas outras.

A Conferência Internacional AGENortC 2019 surge na sequência do desenvolvimento do projeto AgeNortC – Envelhecimento, Participação Social e Deteção Precoce da Dependência: capacitar para a 4ª Idade, um projeto de investigação multicêntrico e multimétodo, que envolve várias Instituições do Ensino Superior Politécnico e Municípios. Um projeto que “procura examinar aspetos do envelhecimento bem-sucedido na meia-idade e terceira idade no sentido de reunir indicadores para deteção precoce da dependência. A participação social (envolvimento em atividades comunitárias), enquanto elemento favorecedor do sucesso no envelhecimento, é um dos vetores centrais deste estudo”.

A Comissão organizadora do evento sublinha que foram “razões de vária ordem que levaram à realização desta conferência internacional”, referindo que “se é importante celebrar a longevidade, é igualmente importante desenvolver esforços coletivos e individuais para prevenir as incapacidades associadas à velhice muito velha”.

A revolução da longevidade é uma das maiores conquistas da Humanidade. Em média, nunca os seres humanos viveram tantos anos. Considerando os anos que temos vindo a acrescentar à vida, atualmente precisamos de garantir qualidade de vida e bem-estar para todos, em particular nas últimas décadas do ciclo de vida.

Estar socialmente envolvido é um dos ingredientes do envelhecimento bem-sucedido e ativo. A participação é um dos quatro pilares do envelhecimento ativo, conjuntamente com a saúde, a segurança/proteção e a aprendizagem ao longo da vida/educação. A capacidade para estar socialmente envolvido depende do estado de saúde e, ao mesmo tempo, este envolvimento é nuclear para a promoção/proteção da saúde.

Assumindo o envelhecimento como um processo dinâmico de ganhos e perdas ao longo da vida, de acordo com a investigação, sabe-se que as capacidades não só não declinam todas ao mesmo tempo como, em algumas circunstâncias, podem melhorar. “Daí a relevância de analisar as mudanças associadas ao envelhecimento, quer a nível individual, quer em termos societais. Neste contexto, importa partilhar o conhecimento acumulado e promover a discussão pública sobre como prevenir as incapacidades e contribuir para a qualidade de vida e bem-estar na longevidade extrema”.