Prestes a completar 10 anos (fevereiro de 2019), a NQ Digital Agency (NQDA) conta com 14 colaboradores e com perspetivas de aumentar o número durante este ano. Ricardo Correia é um dos sócios fundadores que fala com orgulho do projeto que surgiu da vontade de permanecer em Viana do Castelo. Apresentam-se como aliados das empresas e instituições e pretendem ajudar na formação de muitos estudantes do Instituto Politécnico e das escolas profissionais locais.

A empresa foi fundada por quatro amigos, ex-alunos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Nenhum deles é natural de Viana, mas havia interesse em residir na cidade. “Nós fizemos parte de um projeto de Ensino Superior, o Poliempreende, que nos permitiu pensar na possibilidade de criar um negócio. Como gostávamos muito de Viana decidimos criar a empresa aqui”, refere Ricardo Correia, natural da Lousã. Os outros sócios são de Braga e um quarto, que já não está na NQDA, era natural de Esposende.

Se no início a NQDA surgiu com o propósito de criar sites, hoje foca-se em solucionar os problemas das pessoas, empresas e instituições. Ricardo Correia explica que “começamos por abraçar aquilo que sabíamos fazer. Desde o design à criação de websites e ao desenvolvimento web onde estávamos mais focados, mas fazíamos um pouco de tudo”. Adiantando que atualmente “estamos realmente focados em resolver os problemas dos clientes, basicamente é compreender as necessidades das empresas, processos repetidos, etc., e, com a ajuda da tecnologia, tentamos solucionar esses problemas e melhorar a vida das pessoas, que é isso que pretendemos”.

Contando com 14 colaboradores, na maioria naturais de outros locais, garantem que alguns “estudaram cá e queriam continuar a viver em Viana. Foi criada uma oportunidade de trabalho que permitiu que ficassem”. Dos 14, 9 são ex-alunos do IPVC.

Ricardo Correia considera uma mais-valia a presença do IPVC na cidade. “O facto de existir Ensino Superior em Viana traz outras condições, porque temos todos os anos profissionais qualificados a sair para o mercado de trabalho e facilita o processo de contratação e o crescimento da empresa”, salienta.

Projeto coloca alunos ao serviço de instituições

Afirmando-se como uma empresa de pessoas para pessoas, a NQDA tem “uma importante ligação à comunidade”. Essa característica assenta em duas componentes: “Uma delas a parte do ensino e a outra é a parte social. Proporcionamos estágios que são solicitados tanto pelo IPVC como pelas escolas profissionais. Só que tem de haver projetos que façam sentido e ao mesmo tempo que lhes permitam ter uma experiência de trabalho real”.

“Os alunos são responsáveis pelo desenvolvimento desses projetos, e ao mesmo tempo nós fazemos a mentoria, organização e avaliação desses. Com isso estamos a estimular a cultura de partilha dentro da empresa, porque toda a equipa está envolvida, e ao mesmo tempo, permitimos que os alunos tenham uma experiência de trabalho. É importante ter esta dinâmica porque queremos que os alunos saiam melhor preparados para o mercado de trabalho e é esta fusão que pretendemos”, explica o sócio fundador da NQDA.

Contudo, terminado o período de estágio, muitos projetos ficavam parados. Nesse sentido, estabeleceram parcerias com algumas instituições que necessitavam dos serviços de uma empresa tecnológica. “O IPVC tem um programa de responsabilidade social, onde tentam incutir aos alunos que estejam atentos e disponíveis para o que os rodeia e para as necessidades dos outros. Incentivaram, também, as instituições a candidatarem-se a projetos e os alunos executavam. Fomos convidados a participar nesse programa e percebemos que havia um problema: os alunos terminavam os cursos e as plataformas não ficavam concluídas. Nós somos mais um parceiro e garantimos que o projeto tem continuidade. O projeto de responsabilidade social começou no ano passado e já estiveram envolvidos cinco alunos”.

O objetivo é “ter melhores profissionais” e Ricardo Correia sabe que após o envolvimento nestes projetos, o rendimento dos alunos aumenta. “Há uma coisa curiosa que nos é dita pelos professores, dizem-nos que os alunos que frequentam estes projetos, nos anos seguintes estão mais atentos e mais interessados nos conteúdos. Percebem que há empresas onde eles podem trabalhar e isso dá-lhes outra força e ânimo”.

Em ano de completar uma década, a NQDA tem como meta reforçar o volume de trabalho proveniente de clientes estrangeiros. “O projeto para 2019 é a internacionalização e ter cada vez mais projetos ligados às plataformas. O nosso trabalho não é tanto a solução tecnológica, mas a resolução do problema. A tecnologia é um veículo para o resolver”, conclui.