O concelho de Caminha vai receber o festival, POPular INATEL, de 26 a 29 deste mês, com espetáculos em Caminha e Vila Praia de Âncora. Com a parceria do INATEL e o Município de Caminha que traz aos palcos do Valadares, Teatro Municipal de Caminha e do Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora quatro espetáculos musicais e duas sessões de teatro infantil.

Em comunicado, o Município liderado por Miguel Alves explica que esta iniciativa tem por objetivo “a divulgação de práticas culturais tradicionais aliando a tradição popular a novas abordagens artísticas”.

Teremos muitas supressas, novidades e alguns nomes bem conhecidos da Cultura e das Artes que abraçam novos projetos. É o caso, por exemplo, de “Sal”, considerado “um dos mais bem guardados segredos da música portuguesa”. À bateria do João Pinheiro, à voz e à braguesa do Sérgio Pires, ao baixo do João Gil e às guitarras do Daniel Mestre com um passado comum ligado aos extintos Diabo na Cruz, juntam-se os teclados do Vicente Santos. O primeiro disco da banda que será lançado ainda este ano.

O “Expresso Transatlântico”, um dos projetos mais interessantes do panorama musical, que junta Gaspar Varela na guitarra portuguesa, Sebastião Varela na guitarra elétrica e Rafael Matos na bateria sobe al palco no dia 27, às 21.30 horas, no cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora.

“Omiri” é outro dos grupos que estará no festival descrito como “um dos mais originais projetos de reinvenção da música de raiz portuguesa”. Nos últimos anos, “Omiri” consagrou-se como um projeto internacional, levando toda a portugalidade aos quatro cantos do mundo e atuando nos maiores festivais nacionais e internacionais como a Womex, Reepperbahn, Eurosonic, Rudolstadt, Kaustinen, Viljandi, Dranouter, Live at Heart, Exib Musica, Iminente, WestWay

Os nossos palcos têm também encontro marcado com “Diabo a Sete”, uma banda folk-rock portuguesa que cruza ritmos, melodias e instrumentos associados à matriz tradicional, com letras e sonoridades contemporâneas.

Para os mais novos há teatro. A Krisálida vai apresentar “Gota a gota a água esgota”. A sinopse descreve: “E, antes de chegar ao 7º dia, o Criador achou que o planeta deveria ter um Ser Humano. Da sua criação resulta um Clown que acaba por se sentir só. Forçando o Criador a arranjar-lhe companhia, o Clown dá de caras com outro Clown ligeiramente diferente dele. Ambos irão descobrir que este planeta, outrora tão azul e tão verde, tem os seus recursos finitos”. A peça é para maiores de três anos.

Finalmente teremos “Da Seiva à Árvore”, um espetáculo-oficina, criação dos SEIVA para convidar os mais novos a conhecer melhor a música tradicional e a identidade cultural do nosso País. “Da Seiva à Árvore” quer dar a conhecer o passado musical através das canções que faziam parte do quotidiano num passado recente: “as canções ligadas aos ciclos agrícolas, às romarias, às festas. Realidade de um país mais rural que cantava, numa altura em que as grandes máquinas ainda não tinham invadido os campos”.