Os pescadores, das 28 embarcações, afetados pela colocação do cabo elétrico do parque eólico Windfloat aguardam até às 17h de hoje, por nova reunião com o autarca vianense, para que o valor monetário considerado “aceitável” seja o correspondente dado pelo consórcio daquele projeto.

“Tivemos uma conversa sobre as suas reivindicações. Foi apresentada aqui uma contra-proposta para ser apreciada, a minha função é de mediar. Eu entendo que esta proposta é razoável e é uma compensação justa face ao que são os impedimentos que terão no futuro”, dizia, no final da reunião, da manhã, o autarca vianense.

José Maria Costa dizia que durante o dia de hoje, dia 19 de agosto, iria tentar dialogar com o secretário de Estado de Energia e apontava para uma resposta para a tarde deste dia. “Vou procurar durante o dia de hoje ver se conseguimos que a Rede Elétrica Nacional possa compensar estes pescadores pelo montante que eles identificaram e que a mim me parece justo face aos impedimentos que terão”.

Recorde-se que em causa estão as compensações para os armadores de 28 embarcações que serão afetados pela colocação do cabo elétrico desde a Praia Norte até à plataforma colocada em alto-mar.

O valor fixado pelo consórcio é de 200 mil euros, contudo aqueles pescadores não aceitaram esse valor e propuseram um “valor um pouco mais alto”. Apesar de não adiantarem o montante referem que não é muito maior e consideram que é “aceitável”.

O parque eólico WindFloat é um projeto de um consórcio liderado pela EDP. Dezasseis barcos costeiros já foram contemplados compensados pelos eventuais prejuízos na atividade com um milhão de euros.

Na reunião de hoje, 19 de agosto, estavam cinco pescadores que garantiram que não vão impedir a realização da Procissão ao Mar da festa da Senhora d´Agonia, mas se não forem “devidamente” compensados vão fazer protesto. O autarca vianense aconselhou que “apesar de estarem sentidos” deveriam participar na procissão.