O secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, reúne, na próxima semana, com os pescadores de Caminha e Viana. Em causa estão as possíveis compensações financeiras pela instalação de um cabo para o parque eólico flutuante, a instalar ao largo da Praia Norte.

Segundo informações da Agência Lusa, o secretário de Estado estará no Alto Minho na próxima semana. O porta-voz dos pescadores disse àquele órgão que “o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, conseguiu esta janela de oportunidade, para uma negociação com 49 pescadores. Fomos informados que o senhor secretário de Estado das Pescas, José Apolinário vai deslocar-se ao Alto Minho para uma reunião ainda com data e hora por definir”. O presidente da Associação de Pesca Profissional de Pescadores do rio Minho e Mar, Augusto Porto, manifestou ainda que “enquanto houver possibilidade de diálogo vamos esperar serenamente por um entendimento”.

Recorde-se que o projeto Windfloat Atlantic (WFA), é uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, está orçado em 125 milhões de euros e é coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, integrando também a Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Os pescadores haviam manifestado intenção de boicotar a procissão ao mar, a realizar no dia 20 de agosto, aquando da Romaria d´Agonia. No total são 49, 25 de Caminha e Vila Praia de Âncora e os restantes 24 de Castelo de Neiva e alguns de Viana do Castelo.

Na semana passada, já havia acontecido uma reunião entre os representantes destes pescadores e o autarca vianense. No final desse encontro, Augusto Porto dizia: “sentimo-nos completamente postos de parte quando nenhum euro é chamado às nossas comunidades e vemos 16 barcos que foram afetados em milésimas da sua área de pesca a serem compensados com um milhão de euros”.

Augusto Porto salientava que tinham feito “uma proposta de compensação aos pescadores de embarcações locais entre os 150 a 200 mil euros”. O presidente daquela Associação, concluía: “queremos ser tratados com dignidade, como pessoas que descontam e sofrem muito para trazer sustento para terra”